terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A filtragem!





Sem dúvida, que nestes dias, de um início efémero de vida, existe um ligeiro problema de compreensão.
Problema agora, solução depois. É a partir deste reconhecimento que temos, no início da casa dos "20", que chegamos a tantas conclusões. Querendo mudar de estilo de introdução, ou integração mental, a partir de um ecrã de 15", sem licença ou permissão, ou vice-versa, é o meu objectivo de agora.

A questão, desenrola-se em busca de uma ponta solta para se poder pegar, e conseguir chegar mais depressa ao fim da meada. Pondo preconceitos de lado, e "palmadinhas" nas costas, de parte, posso garantir que existe, de facto, uma enorme massa, gigantesca, tão grande, que mesmo hiperbolizando este tema, nem chega para conseguir quantificar, esta percentagem de "problemas".
Sempre se soube isto, mas como nesta casa dos "20", chegamos a tantas conclusões, esta é mais uma.
A hipocrisia, o "enrolar" uma história "mira-bulante", pior que um filme de Steven Spielberg, e o descontentamento que causa, no foro psicológico pessoal, de uma mera mente, simples e intacta, causa tanto impacto, quanto um palhaço estripador. E eu dou-me bem com palhaços...

Numa onda de tentar, equilibrar esta balança, com esta massa enorme de um lado, e 4 pessoas no outro, lá vem outro facto, a juntar, ou a agrupar a este conjunto de descobertas para um novo mundo!

O facto de que, muita gente, para além de ser hipócrita, mente! Com tantos dentes, quanto os que tem na boca. E disto, não há salvação. Podemos é salvar-nos; nós, sermos os nossos próprios heróis, e negar a ouvir, ou simplesmente presenciar, uma situação destas. A descoberta para tal mundo, cheio de sorrisos, palavras, gestos, e oportunidades aliciantes, que na realidade não passam de uma "caixa" Chinesa vendida aos Americanos, e renegociada com os Espanhóis, é um autêntico delírio fatal. E eu faço parte deste esquema...

No entanto, falam, falam, falam, falam, falam e falam, com uma mente tão vazia, quanto um frigorífico na loja de electrodomésticos novos, ainda  por vender. Alguns ainda tem os cadernos e manuais, plastificados. Torna-os mais resistentes a verdades, para conseguirem viver no seu mundo débil.

No Wikipedia, podemos confirmar que:
"Apesar do fato das fêmeas efetuarem a maior parte da caça, os machos são igualmente capazes. Dois fatores os impedem de caçar tantas vezes quanto as fêmeas: o principal é o seu tamanho, que os tornam muito fortes, porém menos ágeis e maiores gastadores de energia; outro fator, de menor relevância, é sua juba, que sobreaquece os seus corpos, deixando-os mais rapidamente exaustos.

As fêmeas são sociais e caçam de forma cooperativa, enquanto os machos são solitários e gastam boa parte de sua energia patrulhando um extenso território. É sabido, porém, que tanto machos como fêmeas passam de 16 a 20 horasdiárias em repouso, num regime de economia de energias, uma vez que seu índice de sucesso em caças é de apenas 30%." -Retirado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o s/ correcção -



Sim, são elas que vão a caça, e ainda tem que arranjar tempo para cuidar dos seus niños!
 Porque, basicamente o Leão, não faz nada. Simplesmente, atormenta quem tenta a pacificidade da sua própria tropa. Se temos este exemplo, numa natureza, um pouco ou nada racional, é óbvio que temos algo parecido no nosso meio. É rara a vez que, haja alguém que possa cuidar de si mesmo, ou de quem esteja, à sua volta. Mas, sei que há caminhos feitos para encontrar essas pessoas, pelo simples facto, de se destacarem do resto.
Se cria o seu passado, forja o presente, e mente em relação ao futuro, como pode ter o discernimento de dizer algo que seja verdade? As palavras não são a massa com que fazem bolachas que comemos todos os dias.
Onde no pacote, vemos escrito:
Contém vestígios de...
Dude! Uma máquina não é perfeita, nunca será, desde que envolva uma mente humana no seu projecto.


Pessoas que não saibam onde fica o sul, ou norte, por favor, fechem as matracas.
Aprendam primeiro, como todos os outros, para depois conseguirem ter alguma moral para falar.
Sem dúvida, que nestes dias, de um início efémero de vida, existe um ligeiro problema de compreensão.
Problema agora, solução depois. É a partir deste reconhecimento que temos, no início da casa dos "20", que chegamos a tantas conclusões.
Cheguei a esta...
E agora?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Somos assim.

Somos feitos do quê?

Somos feitos da mesma massa que o resto?

Talvez....

Será?

Somos diferentes, vimos o mundo de maneira diferente. Simples. Como ele é. Com uma mente aberta, compreensiva e realista.
Se nos dizem que o copo se partiu pelo choque de diferença de temperatura, no entanto, justificam algo com ideais sobrenaturais, nós justificamos que foi mesmo a diferença de temperatura.
E porque não?
Há coisas inexplicáveis, no entanto há sempre aquela dúvida que fica.
Se a porta fechou-se, sem corrente de ar, e sem pessoas em casa, a não ser a única testemunha, nós justificamos isso com o movimento das placas tectónicas, e uma porta mal feita ou desnivelada, é forçada a abrir ou fechar caso haja uma milésima de movimento. No entanto, foi algum espirito que passou....

Não! Por favor... O que se passa contigo? Estás a dar um bolo de chocolate a uma criança de 1 ano!! O que é que tens na cabeça!?
Contudo, a pessoa que reclama por algo inofensivo, forçava uma criança de 2 anos, a ingerir um iogurte com mais químicos que o próprio bolo. Moral da história? Há coisas em que as pessoas entram em contradição sem saberem. Queixam-se de algo correr mal, mas esquecem-se das suas atitudes anteriores. As quais têm sempre consequências, num futuro próximo!
Nem imaginam...
O quanto me custa ouvir dizer que nós somos pessoas.
"Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto de animais."
Reflectindo sobre esta célebre frase, retiro uma ou duas coisas...
Primeira, isto é a maior barbaridade alguma vez dita, vendo que somos animais. Animais racionais, escolhidos para proclamar algo maior que nós próprios...
Segunda, pior ainda é publicar esta frase de maneira efémera, com a intenção de mostrar que a sabedoria é transbordada na sua mente. Quando acontece precisamente o contrário...
Terceiro, e por fim o ultimo, vejo pessoas a apreciarem a frase, e a concordância aparece do nada.
Concordar com algo tão "fora do esquema", é a maior das anormalidades... Pessoas São pessoas.
Pessoas têm sentimentos, pensamos e racionalizamos, como ninguém. Imaginámos e criámos. Construímos e destruímos. Demos vida, e matámos. Escrevemos, e lê-mos!
Digam-me um animal que conseguiu isto...

O Homem.
Somos assim.

Não há volta a dar... Só estamos bem quando não estamos.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Separados da Cria.







Não sois iguais aos outros. Sois único com a particularidade de serdes magnânimo.
Tal imagem nunca se revelou perante a minha graciosa mente.
Esperava, pela mão do destino, que algo se mostrasse com defeito de início. Mas não.
Os deuses não foram desgraçados. Não foi um nascimento funeste para esta criança.
No meio da atrocidade, de pragas e pestes, servistes bem os teus ascendentes.
Teria que ser vós, filho da Casa Real de Lagutropeduos. Descendente dos Condes da Casa de Pinhel, nasceste para reinar na condição de serdes a esperança no dia mais negro.
Certamente, virá a minha hora, mas antes terei que contar o que me disseste.
Não há melhor história para contar que esta.
Relatar a tua queda...
Não viverei para sempre, e nos tempos que correm, tudo se aflige por nada, e tudo me aflige por ser tudo o que é. Não vivi para estar nesta época, e vós sabeis bem que estas palavras que saem da minha boca, são a mais pura da verdade.

Nascestes no berço real. Destes fama à tua imponente família. Deste alegria ao teu povo.
Crescestes sempre com aproveitamento em tudo. Foste o primeiro em tudo. E ainda hoje o sois...
Eras a criança que tornava tudo especial. Eras o toque de veludo no coração do povo.
A tua voz tornou-se respeitadora, e os teus desejos e comandos eram ouvidos atenciosamente.
Eras tratado como Rei, que o és. E com todas a letras deste latim modificado, Tu eras único.

Onde deixaste a carcaça que levaste?
Partiste para a tua primeira batalha e nunca mais voltaste.
Hoje, vejo-te completamente fora de controlo. Numa onda de dimensões drasticamente repulsivas.
Não consigo encontrar nada do que restou de ti, nesta nova carcaça tua.
Onde deixaste o orgulho que levaste?
Todos confiavam em ti, todos! E disso nem penses em duvidar.
O brilho nos olhos que uma criança tinha quando te via. A paz que corria nos corações dos mais velhos ao ver-te a demonstrar a nova armadura na praça.
Onde despedaçaste o coração de quem te amava?
Partiste sem dizer um adeus.
Partiste sem dizer o que sentias, e no entanto continuo a tua espera.
Achas que valia a pena seres essa criança que regozijava corações por fora, e seres o monstro que foste por dentro?
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Não tomei consciência dos actos que cometi.
Nem sei para onde me virei. Fui separado pela mão do destino dos que mais amava.
Hoje escrevo nesta folha, que não penso em mais nada, senão, o que irei fazer com esta liberdade nas minhas mãos. Irei ver o mar?
Irei cavalgar pelos vales do meu novo reino?
Sentar-me no descampado do castelo mais próximo? Existem uma panóplia de soluções para este dilema de agora.
Sinto-me bem assim. Rédeas soltas finalmente!
Não quero me perder neste banho que tomo, sem preconceito, de pura adrenalina e vontade própria.
O sangue é bombeado fortemente nas minhas veias. Eu sinto-o!
Agora, sei que nunca mais vou olhar para trás. Tenho que seguir em frente, construir o que não foi construído e dar parte da minha alma ao demorado trabalho do firmamento da minha vida.
As novas raízes que brotarão por gosto.
Alcançar o coração desta nova gente, sem ter que mostrar o meu passado.
Sei que foi bom, mas quanto mais esperavam de mim, mais me sentia preso.
Quebrei as correntes que me ligavam a tudo mais. Hoje sou homem, e não a criança que outrora louvava ao povo por ser meu. Serei o suficiente para esta nova gente? Este novo reino à primeira vista parece-me sombrio mas cauteloso. Terei que trabalhar a alma do povo e reinar como nunca antes.
Sim! Serei bom para este povo. Sempre o fui, e agora serei melhor ainda.

Mas esta ansiedade que sinto, não é a mesma adrenalina que nutria, que vinha de dentro quando nos preparava-mos para a batalha. Ou simplesmente, pegar num cavalo e correr o mais rapido possivel com ele e alcançar o fim do mundo.

Esta ansiedade mata-me! Desejo e invejo. Desejo partir pescoços, romper lagrimas da alma mais dócil.
Quebrar cervicais e revirar os femures para dois sentidos opostos.
Invejo aquilo que quero ter e não tenho forma de a conseguir!
Amo o meu novo povo, espero que ele me ame também. Serão eles quem me vão servir, para um Reino melhor!
Será o Reino que causará inveja aos deuses. Serei melhor que eles, e com a minha humildade e honestidade, venceremos cada nação; manteremos as tradições e modificaremos as suas crenças!
Serei grande em muitas terras...terei prazer em dizer que...
Eu venci o que ninguém venceu!

ahahahahahahahahaahah


Espero ver as pessoas que deixei, em breve.... aqui.... comigo.




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O 2º em Comando na batalha, corre com todas as suas forças para a sala do trono do Rei.
Armadura ensanguentada, espada rachada na sua bainha. Barba de 5 semanas por fazer, e pelo cheiro a sangue quente, teria deixado o cavalo próximo da entrada da sala do Rei.
Dirige-se ao Rei com reverência, prostrando-se no chão, e fitando o canto do azulejo mais próximo do seu joelho, afirma:
-Meu Rei! Permissão para falar..
O Rei, levantando-se da sua poltrona com ar indignado, ajusta os dedos da mão direita em sinal afirmativo ao pedido deste comandante. Disse o Rei:
-Fala, o que trazes para mim? - Falando como se tratasse de algo sem importância.
-Meu Rei... O nosso Príncipe... - Tentando recuperar o fôlego, entre lágrimas e respiração ofegante.
-Que tem o meu filho? - abrindo os olhos, regulando-os em direcção à janela mais larga da sala, situada no seu lado esquerdo- Fala!
-O nosso Príncipe, meu Rei, terá caído no vazio durante a batalha... - dizia o 2º comandante, jorrando lágrimas sem cessar.
Sem mais por dizer, o Rei mandou o 2º comandante retirar-se, dirigindo-se para câmara da sua Rainha.
O Rei anunciou à sua rainha, o que haveria acontecido.
Esta por sua vez, com toda a calma e serenidade que uma Rainha consegue ter, sem desviar os olhos do rei dos seus, lhe disse:
-Fomos separados da nossa cria.

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Tu morreste na batalha de São Corpeiro.
A tua necessidade de governar algo maior do que pudias, era imensa e incontrolável.
Disseste-me que irias me contar como seria.
Tu prometeste que me contavas como era o outro lado.
Vi que falaste palavras sem fundamento.
Já antes da batalha ansiavas por essa oportunidade.
E pelos vistos, os deuses te a concederam.
Espero que no outro lado, encontres o que sonhas por ter.
Enquanto, neste lado, Sofremos e choramos pela tua ausência.

Agora, neste quarto frio e escuro, sei que não será por falta de aviso, que terei uma noite por dormir...
No meio de tanta ovação pela serenidade que se avizinha, não cesso de olhar para uma pequena sombra que se acomoda ao cortinado estendido ao lado da minha janela.
Certifico-me que é fruto da minha imaginação, ou simplesmente, deixarei repousar o meu corpo e esperar que desapareça?
A Sombra mexeu-se! Relato isto como os fantásticos comentadores dos jogos de corrida de cavalos! Os meu poros começaram a verter suor frio e seco! Estou imóvel na minha cama, enquanto as minhas mãos agarram esta folha e escrevem com uma simples caneta de pena comprada na esquina da praça.
........Silêncio venceu.

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Um murmúrio meu voou da minha boca, orientado da janela para os ouvidos da minha amada:
-"Não é assim tão mau..."- disse com voz calma e rouca.

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Um arrepio me assombrou. Deixei de escrever.

------------------------------------------The End--------------------------------------


av7x rulzzzzzzzzzz!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Entre estradas.





Sei o que é, estar no meio do nada... Com muitas saídas ao mesmo tempo, e nenhuma fechada.
Escaqueiradas sem vergonha, prontas para serem tomadas. Com destinos que ninguém sonha, e ainda com surpresas agarradas.

A luta constante no dia-a-dia, de batalhas interiores. Sem elas não sei o que fazia, nasci para as travar sem dores.
Ao que parece, somos todos assim. Mas até certo ponto, só, enfim.
Nem sei o que estou a fazer, parece horrendo. No entanto continuo com a vontade de escrever, eu não entendo.
Sinto-me perdido, sem orientação. Apenas com um caminho a tomar, agora só falta coração.
Sinto-me no meio de um cruzamento. Cheio de ruas e ruelas, onde só há um sentimento, e não é por culpa delas.
São ideias infinitas, onde só há uma a ser escolhida. Existe apenas uma barreira, e foi nessa mesmo, que foi construída.
No meio de estradas, com uma por tomar. Só com uma barreira, e é essa mesmo que vou ter que Quebrar.

Sou um sortudo, com sorte de cão...
Tenho um desejo, e tenho.
Tenho direitos, e não mos dão.
Tenho o que quero, e não o que mereço.

Juventude, juventude... Abraça-me.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Conheces-me

Sei la eu, de madrugada ou de noite.
Verão ou  Inverno.
Há tendência de puxar pelo surreal. Algo fora da normalidade, que quando encalha com factos verídicos torna-se pura emoção, e acontece.
Acontecimentos têm datas. Porque acontecimentos, por mais que insignificantes que sejam, são eventos que ocorrem sempre nalgum dia, numa hora incerta, como é óbvio.
Mas existem acontecimentos que marcam independentemente da hora e do dia.
Cravam as suas garras nas nossas almas e fogem para não serem caçados.
No entanto, são relembrados, com dor ou sem dor. Com alegria ou sem ela.
Basta conceber uma ideia politicamente correcta, expô-la em praça publica, torná-la algo que não era.
Só para haver opiniões diferentes, o famoso "não saber ouvir", (discussão), e debates, (troca de factos).

Basicamente só me resta ser politico porque discussões e debates, já eu crio.
Basta-me só começar a perceber que podia fazer mais do que posso fazer, e torno-me livre.

Livre de uma opressão reconstruida indevidamente de um manual de instruções!?
Talvez, só livre de uma tirania, facetada entre violência e espancamentos cerebrais.

---"Nasceste para sofrer, carapaça uahahahahahaha"---

Até podia ter nascido para isso, mas prefiro pensar que nasci para me tornar melhor pessoa, que muita gente que anda por este mundo fora.
E se isto não for verdade, então que se cumpra a maldita frase.

Melhor que ninguém, há seres com um certo tipo de grau parentesco, que conseguem afirmar de boca cheia: "eu conheço-te!".
Eu pergunto, conheces-me?

Não sei... Não sei...

Esperemos que sim, ou não.

sábado, 23 de julho de 2011

Perdendo o Presente.



Clique no play para uma melhor intepretação do texto. Obrigado e boa leitura. ;)



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Era bom.
Eram tempos diferentes.
Eram de longe, os preferidos de quem os viveu, assim como de quem morreu nele.
Quem viveu, viveu bem. Quem morreu, morreu em paz.

Eu vivi. Vivi bem, e espero morrer em paz.
Mas quando vivi, envolvi-me com quem me era mais querido. Isso bastou-me para saber, que ter a certeza, é a maior dúvida de sempre.
Como se tem a certeza do que se sente, quando a própria frase, é uma pergunta?
Logo aqui, há dúvida.

Eu consegui o impensável. O impossível, de não ter dúvida alguma que por mais fora do normal tivesse sido, fui esclarecido.
Foste tu, no dia 21 de Agosto de 1884...




Estava escuro, era de noite. Num quarto imenso de uma casa na costa vicentina, o silêncio era rei. Rulava sobre a escuridão, em conjunto com o arrepio na espinha, pelo tocar no chão frio de tijoleira.
Da penumbra neste quarto de escuridão impetuosa, relevos de um corpo que jazia na cama larga de lençóis claros, se mostravam.
A presença humana, que se revelava ao luz da lua, vinda da janela, pertencia a Rose.

Como uma sombra segue o corpo a que pertence, eu segui a sombra do corpo que jazia indiferente na sua cama. Infiltrei-me no seu quarto, sem atrair atenções indesejadas.

Reparei que respirava lentamente. Só queria ouvir aquele respirar. O som do próximo movimento que poderia fazer. O som do osso forte e novo na rótula da cartilagem, juntos com a música da flexão dos diversos muscúlos envolvidos no seu movimento.
Bastava-me saber que estava viva. Mas era demasiado pesado, o fardo de não ter a certeza.

Quis remover o fio de cabelo da sua face que, por mais atraente que lhe fizesse parecer, teria que o por no seu lugar. Aproximei-me, mas apercebi-me que ela deu conta da minha presença.
Rose sentiu uma brisa fresca, vinda de trás, arrastando tudo o que era leve, pelas suas costas de mulher incrédula. Tentei refugiar-me, não consegui. Afastei-me o mais rápido possível.

Ligou o candeeiro da sua mesa de cabeceira de 3 pernas, torneadas com fios de ouro, e com os seus olhos ansiosos de encontrar algo fora do normal pelo seu quarto, Rose depara-se comigo.
De mulher incrédula que era, acreditou. Por mais inóspito que podia parecer, eu estava lá, perante a sua marcante presença.
Majestosa formada de pleno esplendor, levantou-se. Os seus olhos não saiam da minha trajectória, assim como os meus cruzavam os seus.
Tentei fingir, pensar numa hipótese que justificasse a minha presença ali, balbuciando algo baixinho sem sentido.

Mas Rose não quis saber.

Tinha outros planos, do que somente ouvir um rapaz fora do normal.
Eu quis lhe dizer a verdade. Quis lhe dizer que estava ali para ter a certeza, que esta estaria em segurança, e por fim, desejar-lhe boa noite.

No meio dos meus pensamentos mais profundos, Rose não esperou por uma desculpa esfarrapada, simplesmente limitou-se a executar, aquilo para que foi impulsionada a fazer.
Saltou na minha direcção, sem qualquer respeito pela gravidade, caindo nos meus braços suavemente, como uma pena.
Olhou-me nos olhos, fechou-os e sorriu, aninhando-se como uma cria recém-nascida, entre dois pilares que a sustentariam para sempre se assim ela o desejasse.
Retribuí o olhar carinhoso cuidadosamente; esperei pelo seu sorriso; com os meus lábios juntos à sua orelhinha de perfeitas curvas, sussurei:


-"Durma bem, minha querida."

Levei-a a beira da sua cama larga de lençóis claros. Deitei-a ligeiramente a meio do colchão de penas.
Deitei-me ao lado da imagem surreal que assistia. Observei todo o canto da sua face, esperando pelo raiar do sol, e ver a sua cara de pura felicidade de estar segura mais uma vez. Estar viva. Sentir-se bem.


Foi o momento mais real na vida de alguém que nunca acreditou.

Deste-me a certeza naquela noite.
Que o impossivel é possivel. E o improvável, é provável.

Dorme bem, Rose.


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          Porque agora, acredito.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Abrindo curiosidades

DjS:
--Por favor, para uma melhor interpretação do texto, clicar nos play's espalhados pelo texto. Obrigado e boa leitura.--
DjS.

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Sentado no meu cadeirão de couro, reflectia nas palavras sábias de um grande escritor português, bastante conceituado e galardoado com o respeito dos portugueses, pela sua obra fascinante "Os Maias", Eça de Queiroz. Pela 11ª vez na minha vida, torcia os cantos das páginas, lendo cada palavra insaciavelmente, ansioso de chegar à página seguinte.
Inspiro de necessidade pelo oxigénio circundante, e expiro absorvendo tudo o que lia.
Páro de ler, meto o dedo indicador na página quase devorada, e olho lá para fora. Pelos quadrados, da caixilharia da janela, mantinha uma linha invisível, para o prado verdejante de 4 m2, situado ao lado da minha velha casa.
O meu cadeirão abraçava-me totalmente, enquanto viajava pela minha mente jovem, encurralada num corpo gasto e envelhecido.
Do prado, saltei para um turbilhão de visões. "Flashback's" que me passavam à frente, sem controlo nenhum, sobre o tempo e espaço. O meu corpo descansou, quando a minha mente parou na tua imagem.
Fechei os olhos, contemplando a tua face, de forma inigualável. Os teus olhos amendoados, pretos como a sombra mais escura. Quando o teu corpo reluzia luz, e os teus olhos eram atingidos com raios solares, emanados pelo nosso grandioso Sol, fixavas os teus nos meus, então, aí, eu entrava numa imensidão de paz.
Um fundo escuro, tranquilo e manso, resplendia nesses olhos profundos de águas com rédea solta.
As tuas sobrancelhas delineadas, sem qualquer indícios de controlo humano. Traços finos e graciosos, que te davam, a tua forma mais carinhosa de olhar para mim. Adorava quando me dizias: "Amor, olha para mim... (^^.)".
Eu delirava, quando via a tua face, voltada para mim, a fisgar-me como se fosses aquela rapariga da esplanada. Que faz por tudo para convencer o rapaz da mesa, lá no fundo, que está realmente interessada nele. Que faria de tudo para conhecê-lo. Que concordaria, com a revista de modelos novos no mercado, que dizia: "Nova revelação no mundo dos modelos masculinos."
Que cruza uma vez, a perna por cima da outra, e volta a cruzar com a outra perna, para mostrar os seus dotes femininos, enquanto o rapaz se deliciava com as suas formas perfeitas.
O inevitável iria acontecer, se ela continuasse assim.
Lembro-me bem desta tarde contigo.
Os teus cabelos, castanhos escurecidos, lavados com uma essência francesa da época. Cheiro que me forçava a bradar aos céus por mais, enquanto, me admirava com o brilho e o toque sedoso que forneciam à pele em volta das pontas dos meus dedos curiosos.
Sabia ler cada fio de cabelo teu. Cada um contava uma história nossa, em volta de gargalhadas e choro. Discussões e conversas sem nexo. Não havia melhor que os teus cabelos para me lembrar de tudo o que passámos juntos. Falavam entre as rugas dos meus dedos, que experimentavam a elasticidade e firmeza de cada um, nascido de cada memória nossa.



Eras como o meu anjo negro, que me trazia à vida, através de cada movimento.
Lábios carnudos, rosados com falta de luz. Mas vermelhos com a intensa ajuda do sol.
Concordava com todos, quando diziam: "Tens sorte, por ter alguém como ela. Para além de ser uma diva, tem a personalidade que te completa, em todos os sentidos.", o que eu me alegrava quando ouvia isto da boca dos mais chegados.

Tinha o teu amor, e tu o meu. Éramos o sagrado início de uma perfeita família.
"Eternos namorados", dizias tu com o teu jeito feliz, realizada, de como alguém, que achasse por pura sorte, uma nota de 500€ na calçada. E eu era feliz a ver-te assim.
Contudo, a vida não foi amiga para mim. A bondade dela devia estar a descansar. Pois deu-me tanto. Deu-me o que tinha e o que não tinha. Ela teria que terminar, fechar a torneira de tanta felicidade. E foi trágico quando deu dada por terminada.
Afastou-me de ti quando nasceu o último da nossa descendência. O teu corpo cedeu ao esforço. E em sofrimento partiste. Oh meu deus, o que me arrependo de não te ter ajudado a suportar a dor. A idade não te era favorável, mas eu também não fui. Renego-me a aceitar um perdão, pois a culpa persegue-me, até ao mais escuro dos meus armários.
Sem conseguir mover os meus olh................

Que foi isto? Dei por mim, de volta ao meu corpo velho. Ouvi um barulho. Senti que devia fazê-lo por pura intuição. Então, forcei a perna esquerda a levantar-se ligeiramente, e o cadeirão resmungou com o movimento contrário.
Descobri o que me acordou. Pus uma cara feliz e aliviada..........

Com olhos no passado, fizeram-me lembrar de como ele resmungava quando tu te sentavas nele.
Forçando cada centímetro quadrado da pele, a habituar-se ao teu formoso corpo.
Esboçei um sorriso. Tornei a olhar para o prado. Fechei os olhos.
Desta vez, acordei no dia de graduação do nosso filho mais novo, Sam. Reparei que Levi, o nosso filho mais velho, não estava comigo. Senti uma enorme tristeza a apoderar-se de mim, e concluí o porquê.
A vida não foi bondosa para com ele. Mas, no entanto, estava a ser totalmente o contrário, para o mais novo. Este, que conseguiu graduar-se 2 anos antes de todos os alunos da mesma idade. No momento de cantar o hino nacional, fui por a minha carcaça orgulhosa, ao seu lado. Chorei com mão ao peito, em busca de uma nuvem com um sorriso teu. Pelo orgulho que terias nele. Por ser teu e meu. Por ser fruto da nossa paixão eterna. Um dos nossos filhos que nunca chegaste a conhecer.
Vejo-me a chegar a nossa casa. Branca como a neve, alta, arquitectura colonial, com relva por cortar no jardim da frente. Arbustos entrelaçados na vedação de madeira, pintada de branca, já gasta. Com o acesso meio inclinado, feito por nós com o feitio de um "S", porque dizias que era melhor assim, dava a sensação de ser o nosso castelo, em cima do monte. E isso agradava-me.
Não consegui ficar com ele muito tempo. Ele era jovem. Coração de leão, como Ricardo, e no entanto, numa noite como todas as outras, esta ficou marcada na minha memória.
Numa das suas festas de amigos, conheceu uma rapariga.
Esta rapariga, com quem ele falava muito e gastava do seu tempo de trabalho, para estar com ela, deixava-o feliz com cada olhar dela. Fazia-me lembrar de nós os dois. Deixei-o viver essa sensação, para ver como realmente era, amar alguém. Mas a vida continuava a dar-me das suas melhores cartas pretas. Como se fosse a paga, por ter sido feliz outrora. Numa noite de altas emoções, a rapariga, com as suas manhas femininas, convenceu o seu pai, a dar-lhe as chaves do seu carro. O famoso Rolls Royce, carro de alta gama. Produzido no coração de Inglaterra, em 1905. Um dos primeiros Rolls Royce a pisar as estradas da nossa cidade de Londres era da sua família. A caminho da nossa casa, a rapariga que vinha com o nosso filho, deu por ela completamente desprotegida, distraindo-se da realidade, assusta-se ao cair em si. Dando origem a uma série de toques e berros, que assustaram a condução da máquina. Rolou sobre si, forçando os corpos frágeis a aguentar uma força imensa, como a montanha russa das feiras. Despenharam-se na valeta.
Pelo que me disseram, foi morte instantânea aos dois. Mais uma vez, não tive coragem de proteger o que era meu. O que era nosso. E por isso, os nossos filhos, já devem estar contigo. Se estiverem, espero bem que esperem por mim. A vida não foi boa para comigo, mais uma vez.

Cansei-me. Envelheci. A pele que dantes era rija e saudável, agora está repleta de sinais e bem flácida.
A força foi-se, e os ossos colaram.

Abri os olhos... E vi-te. Fiquei aliviado. Reparei em ti e aos nossos filhos, Sam e Levi. Agora sim. Estou Feliz.

Agora...

Pergunto-me se, o meu cadeirão resmungou desta vez...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mão-de-Obra.


Não faço ideia como o fazes.

Mas, conseguires apaixonar quem não tem coração, é obra.

Gostava de saber como tens essa expressão. Essa mania. Essa maneira.

Apaixonas só pelo simples facto de escreveres um texto.

Ainda com a tua mão, nova, baloiçante e "sedosa", metes um coração, a pulsar mais forte, onde não existe veias que o façam bombear.

Fascinante.

sábado, 9 de julho de 2011

A vontade de Ser




Pergunto-me se alguma vez, terei o prazer de ter a liberdade de decidir.
Interrogo-me se, quando me apetecer sair à noite, sozinho ou acompanhado, poderia alguma vez fazê-lo sem pensar nas consequências.

Darão o resto que me falta?

Eu tento lutar todos os dias, contra isto. Tento meter para trás das costas, aquilo que passo todos os dias.
Vontades suprimidas, e decisões tomadas por alguém, sem ser por mim.
Quero me sentir responsável, e crescer no meio da tribulação.
Decidir ir aqui ou acolá, sem pensar no amanhã.
Deus me deu o livre arbítrio de escolher aquilo que me convém, e não aquilo que não me convém.
Ele dá-me alegria naquilo que me faz mais feliz. Nós fomos criados, para ser alguém, não para ser uma sombra. E eu, sendo uma sombra, posso afirmar que não estou feliz.
Tento compensar aquilo que sinto, com coisas materiais, aparelhagens, guitarras, computadores, telemóveis. Tento compensar tudo isto, com sorrisos e gargalhadas de puro entretenimento. Mas desaparecem quando chego a casa.

Tenho plena consciência daquilo que estou a escrever.

Confiança é o que falta em tudo da parte daqueles que me protegem.

E tenho pena, se alguma vez, os protectores lerem isto, e ainda se acharem correctos ao dizerem: "Este miúdo está maluco!"
Se a culpa da minha vida ser assim, é minha, e só minha, então, prefiro não existir.
Ou prefiro tentar não existir. Simplesmente viver em função de algo maior, e vez de viver em função da garra para conseguir algo melhor.

Preferia mil vezes estar na situação de alguém normal, do que estar assim, aqui.

E repito, se por ventura, os protectores lerem isto, deveriam saber que não... Não quero ouvir reprimendas, ou lamúrias e sermões. Preferia antes ouvir um: "Toma, tenta ao menos te divertir. Leva o carro, e boa sorte para o baile de finalistas!", ou, "vais aonde? (vou sair ...) ah! ok... toma cuidado! (sempre.) te logo! (yah..)"
Sempre seria mais engraçado, do que: "Não, não vais. (porque?) Porque não! (mas porque?) Porque não e acabou!", ou, "Onde é que pensas que vais? (vou sair...) ahahah o que? tas maluco só pode, fecha a porta e vem para aqui! (mas eu já tinha combinad...) TAO TU COMBINAS COISAS QUE NAO PODES CUMPRIR??? fecha a porta, e mete-te já aqui! Já é tarde e tu não vais andar por ai a estas horas!!".

É triste, nascer, viver, crescer, e olhar para trás e não puder dizer: "Tive uma boa infância" com sorriso nos lábios, com orgulho das asneiras e erros que cometi, para mais tarde saber que não poderei voltar a fazê-los.
Gostava de ter tido outra infancia...
Gostava de ter tido outra educação...
Gostava de ter tido outra vida....

O tempo vai passando e o meu corpo vai cedendo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

...de Cor em Cor



--> Clicar no play para melhorar o desempenho na leitura, Obrigado! Boa leitura.

Ler ao som de Morning Runner - Oceans
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Encontrei-te, no lugar mais inóspito de sempre.
Estava eu no mural da baía, e tu 4-5 metros de mim.
As palmeiras assombravam o ambiente inicial de verão, com o som provocado pelo vento "nortenho", nos deixado como presente.
Receava olhar para ti, como se fosse acontecer um encontro de duas partículas, criando assim uma nova espécie de "Big Bang" - Origem do Universo.
Quando desviava o meu olhar de tal obra-prima de Deus, tu olhavas para mim, na tentativa de criação do novo "Big Bang".
Neste manifesto de tanta partícula junta, um amigo quebrou esta ligação tumultuosa, entre nós, rodeando-me de amigos seus.
Perdi-te de vista.
Numa nova forma de tentar voltar à minha vida, e sair desta atmosfera criada por um ser divino como tu, agarrei os conselhos destes amigos, e segui caminho.
Para surpresa minha, estavas lá tu, no meio deste bando.
Ao princípio não acreditei; tentei logo procurar uma ligação entre ti, e amigos.
Soube o teu nome.
Soube a tua idade.
E desejei conhecer-te ainda mais!
Quis saber tudo a teu respeito, ao longo desta caminhada.
No meio de tanta gente, consegui falar contigo.
Conversámos sobre música, gostos, paladares, e "não gostos". =)
Ficámos sozinhos, sem dar-mos conta. Aproveitei.
Resolvi tirar uma flor, de uma árvore de pétala branca, para definir o seu cheiro, e comparar com o teu.
No momento, pediste:
-"E não me dás uma?" - Com um rosto de semblante carinhoso e pedinte, como se algo faltasse na tua vida, caso não tivesses a chance de a ter na tua mão.
Não sei porquê, não falei, não consegui. Simplesmente, agi!
Fiquei perto de ti e estendi-te a flor branca. Momento fraco e íntimo da minha personalidade.
Conheces-te mais a mim, naquele gesto, do que os meus próprios parentes, que lidaram comigo a vida inteira.
Fui andando para apanhar o grupo, e tu fizeste-o depois de assimilar tudo o que aconteceu.

Dia após dia, foste-me conhecendo, perguntas atrás de perguntas, respostas atrás de respostas.
E no meio de perguntas e respostas, quis voltar a dar-te uma flor. Branca.
Tu aceitas-te, combinando comigo: "Largo das Finanças, 17h --- Don't be late xoxo"
Sem querer desfazer-me, ou derreter-me só disse: "Ok! :)"
Quis te impressionar e usei as minhas calças preferidas, e t-shirt preferida, com o meu cinto preferido descaído, e penteado novo.
Assim como tu, quando chegaste, pensei que estivesse a ver um canal de televisão americana. Uma diva bem vestida, dirigindo-se a mim. Fiquei a tremer dos cabelos aos pés. Nervoso Nervoso NERVOSO!!
Aproximei-me de ti, e tu de mim.
Disseste-me:
-"Olá. ;)" - fofinho esse "olá", pensei eu.
Em resposta, te disse:
-"Hey... tudo bem?" - disfarçando totalmente o meu nervosismo.
Aproximei-me de ti, quase olho no olho, e ofereci-te a flor.
Tu olhas-te e fizeste uma cara estranha. Contente, mas indignada.
Tornas-te a fixar o teu olhar meigo para mim, e perguntas-te:
-"Não disseste que era uma flor branca?"
Eu olhei para ela, com cara de assustado, olhei para a flor, e tornei a olhar para ela, estupefacto com o acontecimento.
Respondi:
-"Sim, disse." - não sabendo do que se tratava.
E tu com uma cara mais séria, mas ainda com um sorrisinho no canto dos teus lábios, disseste:
-"Pois... mas ela é vermelha, mudaste de ideias, foi?" - Terminando a pergunta com um sorriso mais aberto e ternurento.
Eu olhei para os teus olhos, e disse:
-"Não. A flor que te dei, é branca." -Disse com um semblante leve e simpático. - "Simplesmente, quando te vi, ela tornou-se vermelha, pelo amor que ela me roubou, com uma vontade de ser amada, igualmente."
Abraçaste-me com força, e sussurraste-me ao ouvido:
-"Mas Jonh... O amor não tem cor definida. Ele anda de cor em cor. Para nós, foi vermelho no meio do branco." -Disseste com carinho.


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ahhh =) que inspiração....

terça-feira, 7 de junho de 2011

Born to take place !







Well, a little bird told me once, that a flower could blossom twice in a year...






I guess, that bird was wrong, when he told me that...


Why?






Because,






paying attention to the blossom of a flower it's such a gracefull moment,






that God 








thought that was too beautifull to watch it,







 twice in a year.





It's like, a dead and dryed corpse of a root,




growing stronger and stronger each day, and then,



when the right time comes, petals blossom on top of it's head,




and leaves grow in it's tiny and thin little body.




Twice? hm... nahh, i don't think so...




The reborn of a flower.




Twice? nope, no way!










There's a specific time to all of those things to happen, take place.




So, as far as i can tell, it seems that a flower, blossomed today

 =)
So...




HAPPY BIRTHDAY!!!!!

 =D


You little flower!!




Now, you have to watch out for the bee right next to you...





Have a nice and long life!


^_^

*


(And my talent shows itself, no pity...)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fazes ideia?


--> Por favor, cliquem no play para uma melhor interpretação do texto. Muito Obrigado =) Enjoy...




A maioria de quem passou pela escola, nem 10% sabe, daquilo que nós passámos.

Nós, aqueles que foram julgados, por ser assim ou assado.

Hoje tenho a cabeça bem erguida, e prazer naquilo que vejo no espelho.

De criança, numa escola primária pública, fui sempre confundido 

com uma rapariga, por ter um corte de cabelo "à tigela".
Por usar roupas usadas, sem qualquer tipo de cabimento entre 

essas peças.
Desde, calças verdes e camisa vermelha até, às calças de 

bombazine castanhas escuras, com uma blusa aos quadrados de 

1970, entre as cores verde, bege, e bourdot.

Mais tarde, no liceu, fui dado como saco-de-batatas, por ser 

gordo e com um penteado de 1980 (evoluimos 10 anos).
As roupas eram usadas, coisa que não mudou durante mais uns 

aninhos.
Seriam à volta das calças largas, ténis baratos que se rompiam 

ao fim de 4 dias de uso, (ou seja, teria que ter cuidado), e t-

shirts mais normais de sempre. Nunca tive mochilas Eastpak, nem 

Bonés FUBU. Nunca tive um GBC, nem muito menos um GBA. 
Pegavam em mim, e conseguiam descarregar tudo o que tinham, numa 

só pessoa; Impressionante.
Isso parou, depois de o meu pai ter falado com o meu director de turma.

Mais um ou dois anos em cima, e todo o pessoal da escola, achava 

que eu era homosexual.
Inclusivé, os da minha turma, que conhecia desde a primária.
Desta vez, eles tinham razão naquilo que diziam, pois eu andava 

vestido com roupas de gaja, porque, simplesmente e 

insignificativamente, os meus pais não me poderam comprar roupa nova... de rapaz.


Por assim dizer, parece um cenário mau. Acreditem, era bem maior e pior para um rapaz de 13 anos.


Ninguém era meu amigo, à excepção de uma pessoa que realmente 

foi aquele ombro amigo que muita gente gostava de ter e não tem. 

E por isso, estou-lhe eternamente grato.

Mais um aninho, e tudo mudou. Excepto, uma outra parte. 

Esta parte.

Consegui ter roupa de rapaz, usada e nova.
Consegui ter tenis que duravam mais tempo, mas só um par.
Mudei de ambiente, e isso melhorou bastante. As pessoas que me 

rodeiavam e me apontavam, tinham desaparecido, e eu tinha 

chegado novinho em folha, a uma nova escola.
Pronto para conseguir o respeito que gostaria de ter tido. 

Pronto para conseguir me isolar o suficiente para ninguém se 

meter comigo.

Foi tudo ao contrário.

Não me safei de uns grandes gozos, por andar sempre de preto.
Por andar acompanhado, por pessoas que ainda hoje admiro, porque 

por mais que os outros gozavam connosco, ninguém se virou contra 

ninguém, e passámos aquele ano juntos.
Era o rapaz de preto, com pensamentos suicidas, cheio de 

complexos. Outro com uma paixão enorme por uma rapariga que só o 

magoava. Admirei-o ainda mais, quando ele me disse: "Só quero 

estar ao pé dela, só isso me faz bem...e estou-me a cagar po 

namorado dela.", era um excelente companheiro para risadas.
Outro que parecia mais uma figura do estrelato de hollywood, do 

que outra coisa qualquer. Era humilde ao ponto de se abrir para 

comigo e dizer as suas condições, sem preconceito. Admirei-o por 

ser forte, no meio da atrocidade.
E por fim, o outro que era a nossa estrela para risadas sem fim. 

Viciado em jogos XBOX. Admirei-o por comer uma colher de 

manteiga sem pensar duas vezes, e achar aquilo normalissimo.
Fomos gozados, vexados, molhados, e quase a perder as 

estribeiras para pregar uns belos murros, bem repuxados atrás.
Ninguém desistiu de lutar contra a maré.
Admiro-os por isso.

No Secundário, já crescido e pêlos na cara, vim a conhecer o que 

era a vida de muita gente, que nunca tive antes.
Os meus pais compraram-me roupa nova, a estrear. Ténis de marca, 

daqueles que duravam, e foram 3 pares!
Finalmente, consegui comprar uma mochila de marca. Camisas, 

óculos de sol, pulseiras, relógios.
Aquilo que desejava antes, tive o prazer de ter algumas coisas 

nesta época.
Comecei a re-construir o que me tinha destruido ao longo da 

minha infância.

Auto-estima, ainda anda em construção. Prazer no que vejo, em 

termos de atitude, gostos, e mentalidade, Re-construídos!

No final, entrei no mundo do trabalho.
Compro as minhas roupas, pelo menos, as que gosto. Compro os 

meus sapatos e ténis que me fazem falta.
Os meus perfumes. Os meus óculos de sol. Os meus cintos.
A minha comida. Os meus filmes. O meu telemóvel.

Sofri? Sim, sem dúvida.
Há mais pessoas como eu? Sim, sem dúvida.
Aprendi algo com isto? Sem qualquer sombra de dúvida, porque 

toda agente devia passar por isto, 
para dar valor as coisas que mais tarde irão ter.

Sou um exemplo vivo de algo que muita gente teme.
Mas, para todos os que lerem isto e se identifiquem com este texto, 
eu quero vos dizer uma coisa:

"Por mais que a situação seja má, no momento; mais tarde, iremos ter a recompensa."

Mucho bueno,
Obrigado a lot por terem lido.

sábado, 28 de maio de 2011

Que raio e corisco!


--> Agradeço por clicarem no "Play", para uma melhor interpretação do texto. Obrigado. =)





Ora hoje...
Ora amanhã...



Ora chove...
Ora brilha...

Ora morre...
Ora nasce...



Ora floresce...
Ora murcha...


Ora é...
Ora não é...


Ora ouve...
Ora não ouve...

Ora vê...
Ora não vê...



Ora sente...
Ora não sente...



Ora morde...
Ora não morde...



Ora estabiliza...
Ora cresce...



Ora vende...
Ora não vende...


Ora quer...
Ora não quer...


Tento exprimir o que muita gente quer.
E fazer perceber a muita gente, que a dúvida afasta o " acreditar" da nossa mente.
Assim, sabe-se que é uma constante da vida, e como tudo na vida é inconstante, resta o querer ser melhor, o querer ser pintor de quadros que podem acontecer.

Novos quadros, que poderão acontecer.
Como disse, a dúvida, a indecisão, é uma constante na vida.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Guerra dele para ele :F

A luta começou.

Desta vez, só vão sair dois perdedores.

Ou tu, ou eu, temos esta disputa no destino.

Sempre te achaste mais forte?

Eu sou mais forte que tu.

Terás a tua chance noutro.

Não há tempo a perder.

Continuar sem ti, impossível.

Já se espalhou.

Ser vencedor; Ser ou não ser?

Devias ter desaparecido, quando tiveste oportunidade.

Agora, quem vai reinar sobre ti... sou eu.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A doença =]

--> Clicar no 'play', para uma melhor interpretação do texto, por favor.Obrigado. Enjoy. =)

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Fala-me de não conseguir fazer o que pretendes.
Diz-me como é, querer agarrar algo, e de repente, fugir-te da mão, como se tivesse sido barrado com manteiga. Como te sentes? E se fizesses parte das pessoas que tanto querem ser normais, e não conseguem?

Ao principio, até é assustador, só pelo facto, que havemos de morrer um dia próximo e não viver mais do que 3/4 meses, ou até 1/2 anos, quem sabe? =)
Os tremores, a fraqueza, o querer andar e não conseguir, querer guiar e não conseguir, a falta de oxigénio que chega do incapacitado sistema respiratório... É tudo tão, sem querer ofender, dramático, porque é assim mesmo que vivem, e infelizmente, é até ao último dia.
Mas, com o passar do tempo, e com tudo o que temos em mente, e com tudo o que vivemos, algo se torna maior do que este tipo de ameaça.
Há que ver pelo lado claro da vida, não é? Se temos pouco tempo, mais vale viver tudo o que temos a viver, nesse tempo que nos resta. E se não conseguirmos viver tudo o que queremos nesse tempo? Não há crise!
Há sempre alguém com queiramos estar, ou partilhar o mesmo espaço, nem que seja com o amigo mais próximo.

Não sei se reparaste, mas é uma vida de "...e se..."s e "...há que..."s, onde o que predomina é a dúvida constante, de ser hoje ou daqui a 2 semanas. Há que vencer aquilo que se põe à nossa frente.
E quando não conseguimos vencer, há que tornar tudo o que nos rodeia, em algo muito maior. Algo muito melhor, algo "peachy". =) Porque a vida é "peachy"! E quando a temos, mesmo que seja por pouco tempo, há que conseguir vive-la bem, e saber viver tem muito que se lhe diga.

Sem dúvida alguma, que um sorriso muda caras, mas um propósito, muda almas.
Mediante tudo o que já vi, o sofrimento de uma pessoa com uma doença em fase terminal, até pode doer por causa dos tratamentos, e etc, mas acredito que quando está ciente do que está a acontecer, irá abraçar e resignar-se ao que, infelizmente, não se consegue melhorar, e dizer com sorriso na cara:

"It's alright, itt's alright... It's gonna be fine, you can have my camera if you want to, only if you stop crying now... =) lil' brother..."

É o que corre nos corredores, de uma espécie de IPO, algures no mundo...
Com um sorriso nos lábios de alguém, pronto a enfrentar o que vê em frente:



As lágrimas de um ente-querido...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Noite em England.

 --> Clica no play antes de ler, para melhor desempenho na leitura, por favor. Obrigado.

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À noite... Quem me diz que à noite, não acontecem coisas mágicas, inexplicáveis, acontecimentos que nos marcam para a vida, com recordações de euforia pelo conhecer e saber de algo ainda por descobrir?

Eu digo o contrário.

Prefiro mil vezes a noite ao dia. Só, pela questão da viagem mental que fiz, a uma das cidades mais encantadoras de sempre. Londres.
Não consigo me lembrar de tudo, mas em segundos, derivado de uma conversação extensa sobre England, e lugares magníficos que este país nutre por si só, fiquei abismado por tanto romance ali espalhado.

Cada rua, cada carro em sentido contrário, cada cabine telefónica, cada PUB, cada janela, cada parede, dizia uma história, linda de ser contada!
Era magnifico, estar rodeado de gente pacata, envolvida num enredo sem fim, de histórias de vida intermináveis, ou não.
Vidas que, dalguma forma, por mais estranho que pareça, eu gostava de ter feito parte.
Via os candeeiros da rua muito fracos,  praças enormes, rotundas gigantescas, tráfegos incandescentes de luzes vermelhas dos travões dos carros, paredes com nomes de alguém, escrito por alguém que amava sem limites.

Refúgios onde a bebida preferida é a famosa "Large", e quem é homem, tem que a beber. Caso contrário, terá um grupinho do PUB, a olhar intensamente, com fogo nos olhos, prontos para queimar pessoal bicha.
Ruas largas para uma teia imensa de vidas embrulhadas numa das outras sem se tocarem.
Tanta gente, e ao mesmo tempo, tão pouca gente. Só pelo facto de ser uma cidade com tantas pessoas, mas praticamente, não haver ligação com 90% de pessoas residentes, é tão estranho.
A minha mente ainda está limitada a coisas pequenas, onde todas as pessoas se cruzam diariamente, e já se cumprimentam, só por andar na mesma rua, à mesma hora. No fim, acaba-se por conhecer a família, parentes, trabalhos e empregos, salários, e começa a "cuscUvelhice", e etc...
No entanto, esta cidade não parava de me surpreender, pontes lindas em jardins municipais, palácios enormes de famílias reais, o amor que saía de cada olho do ser humano inglês pela pátria, sentia-se à distância.
Lugares tão românticos, como nos magníficos filmes de Hollywood...
Cheguei a sentar-me num sítio, que não sei se é real ou não, mas que eu lá estava, estava.
Um pequeno rectângulo de pura relvinha verde, com uma árvore linda de folha roxa, penso que seria uma "Prunus Serrulata", embora estas árvores, normalmente terem folha rosa esbranquiçada, nesta árvore que tinha à minha frente, eram roxas. Talvez por ser noite...
E um banco de ferro verde cheio de floreados. Eu estava sentado nele, num dos cantos, a admirar a contradição de cores que existia ali à frente. Roxo no verde... Parecia-me mal na minha perspectiva mono-cromática da vida. Sim porque, nesta noite, só vi cor. Os meus olhos não estavam habituados a tanta cor.
Tanta diferença numa só noite, fez com que me despertasse ainda mais curiosidade por aquilo que vi, que não vi.

Fiquei com uma sensação estranha ao viajar tanto.


Ansiedade por conhecer essa bela terra...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mais uma vez (para ti)

-->> Clicar no play antes de ler s.f.f. <<---


Sem dúvida que, és uma pessoa espectacular.
Não te sei dizer ao certo, recordar-te o dia que te conheci.
Sei que foi através do nosso amigo, o Facebook.
Meti-me contigo, de forma a querer a tua amizade, desde o princípio.
Também, não te sei dizer, o que me deu para clicar no "Adicionar Amigo", mas foi um impulso mesmo muito grande. Como se algo soubesse, ante-visse, o que tinha para vir mais à frente.

Não me arrependo de o ter feito.

Acredito plenamente que foi por alguma razão superior, talvez para aguentarmos o que aguentámos.
Serviste-me de apoio, em todos os aspectos. Precisava de falar, estavas tu presente. Precisava de uma distracção,  eras tu que estavas lá. Precisei dum ombro amigo, e estavas lá.
Vou-te ser sincero, nunca fui de adicionar pessoal por uma questão de 'simplesmente adicionar', mas contigo teve que ser diferente. =)
Discutimos gostos, formas de ser das pessoas, o que gostamos de fazer e o que gostávamos de fazer, o que queria-mos estudar, e os nossos planos para o futuro com alguém especial.
Fizeste diferença na minha vida por seres a pessoa que és, apoiaste-me como nunca ninguém tinha feito, e estou-te grato por isso.

No fim, agradeço-te por me teres deixado ser teu amigo, porque para mim, és a minha melhor amiga.

Obrigado Xane =)




(Post Scriptum: yah... gosto deste gajo... porque é amarelo.)