sábado, 23 de julho de 2011

Perdendo o Presente.



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Era bom.
Eram tempos diferentes.
Eram de longe, os preferidos de quem os viveu, assim como de quem morreu nele.
Quem viveu, viveu bem. Quem morreu, morreu em paz.

Eu vivi. Vivi bem, e espero morrer em paz.
Mas quando vivi, envolvi-me com quem me era mais querido. Isso bastou-me para saber, que ter a certeza, é a maior dúvida de sempre.
Como se tem a certeza do que se sente, quando a própria frase, é uma pergunta?
Logo aqui, há dúvida.

Eu consegui o impensável. O impossível, de não ter dúvida alguma que por mais fora do normal tivesse sido, fui esclarecido.
Foste tu, no dia 21 de Agosto de 1884...




Estava escuro, era de noite. Num quarto imenso de uma casa na costa vicentina, o silêncio era rei. Rulava sobre a escuridão, em conjunto com o arrepio na espinha, pelo tocar no chão frio de tijoleira.
Da penumbra neste quarto de escuridão impetuosa, relevos de um corpo que jazia na cama larga de lençóis claros, se mostravam.
A presença humana, que se revelava ao luz da lua, vinda da janela, pertencia a Rose.

Como uma sombra segue o corpo a que pertence, eu segui a sombra do corpo que jazia indiferente na sua cama. Infiltrei-me no seu quarto, sem atrair atenções indesejadas.

Reparei que respirava lentamente. Só queria ouvir aquele respirar. O som do próximo movimento que poderia fazer. O som do osso forte e novo na rótula da cartilagem, juntos com a música da flexão dos diversos muscúlos envolvidos no seu movimento.
Bastava-me saber que estava viva. Mas era demasiado pesado, o fardo de não ter a certeza.

Quis remover o fio de cabelo da sua face que, por mais atraente que lhe fizesse parecer, teria que o por no seu lugar. Aproximei-me, mas apercebi-me que ela deu conta da minha presença.
Rose sentiu uma brisa fresca, vinda de trás, arrastando tudo o que era leve, pelas suas costas de mulher incrédula. Tentei refugiar-me, não consegui. Afastei-me o mais rápido possível.

Ligou o candeeiro da sua mesa de cabeceira de 3 pernas, torneadas com fios de ouro, e com os seus olhos ansiosos de encontrar algo fora do normal pelo seu quarto, Rose depara-se comigo.
De mulher incrédula que era, acreditou. Por mais inóspito que podia parecer, eu estava lá, perante a sua marcante presença.
Majestosa formada de pleno esplendor, levantou-se. Os seus olhos não saiam da minha trajectória, assim como os meus cruzavam os seus.
Tentei fingir, pensar numa hipótese que justificasse a minha presença ali, balbuciando algo baixinho sem sentido.

Mas Rose não quis saber.

Tinha outros planos, do que somente ouvir um rapaz fora do normal.
Eu quis lhe dizer a verdade. Quis lhe dizer que estava ali para ter a certeza, que esta estaria em segurança, e por fim, desejar-lhe boa noite.

No meio dos meus pensamentos mais profundos, Rose não esperou por uma desculpa esfarrapada, simplesmente limitou-se a executar, aquilo para que foi impulsionada a fazer.
Saltou na minha direcção, sem qualquer respeito pela gravidade, caindo nos meus braços suavemente, como uma pena.
Olhou-me nos olhos, fechou-os e sorriu, aninhando-se como uma cria recém-nascida, entre dois pilares que a sustentariam para sempre se assim ela o desejasse.
Retribuí o olhar carinhoso cuidadosamente; esperei pelo seu sorriso; com os meus lábios juntos à sua orelhinha de perfeitas curvas, sussurei:


-"Durma bem, minha querida."

Levei-a a beira da sua cama larga de lençóis claros. Deitei-a ligeiramente a meio do colchão de penas.
Deitei-me ao lado da imagem surreal que assistia. Observei todo o canto da sua face, esperando pelo raiar do sol, e ver a sua cara de pura felicidade de estar segura mais uma vez. Estar viva. Sentir-se bem.


Foi o momento mais real na vida de alguém que nunca acreditou.

Deste-me a certeza naquela noite.
Que o impossivel é possivel. E o improvável, é provável.

Dorme bem, Rose.


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          Porque agora, acredito.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Abrindo curiosidades

DjS:
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DjS.

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Sentado no meu cadeirão de couro, reflectia nas palavras sábias de um grande escritor português, bastante conceituado e galardoado com o respeito dos portugueses, pela sua obra fascinante "Os Maias", Eça de Queiroz. Pela 11ª vez na minha vida, torcia os cantos das páginas, lendo cada palavra insaciavelmente, ansioso de chegar à página seguinte.
Inspiro de necessidade pelo oxigénio circundante, e expiro absorvendo tudo o que lia.
Páro de ler, meto o dedo indicador na página quase devorada, e olho lá para fora. Pelos quadrados, da caixilharia da janela, mantinha uma linha invisível, para o prado verdejante de 4 m2, situado ao lado da minha velha casa.
O meu cadeirão abraçava-me totalmente, enquanto viajava pela minha mente jovem, encurralada num corpo gasto e envelhecido.
Do prado, saltei para um turbilhão de visões. "Flashback's" que me passavam à frente, sem controlo nenhum, sobre o tempo e espaço. O meu corpo descansou, quando a minha mente parou na tua imagem.
Fechei os olhos, contemplando a tua face, de forma inigualável. Os teus olhos amendoados, pretos como a sombra mais escura. Quando o teu corpo reluzia luz, e os teus olhos eram atingidos com raios solares, emanados pelo nosso grandioso Sol, fixavas os teus nos meus, então, aí, eu entrava numa imensidão de paz.
Um fundo escuro, tranquilo e manso, resplendia nesses olhos profundos de águas com rédea solta.
As tuas sobrancelhas delineadas, sem qualquer indícios de controlo humano. Traços finos e graciosos, que te davam, a tua forma mais carinhosa de olhar para mim. Adorava quando me dizias: "Amor, olha para mim... (^^.)".
Eu delirava, quando via a tua face, voltada para mim, a fisgar-me como se fosses aquela rapariga da esplanada. Que faz por tudo para convencer o rapaz da mesa, lá no fundo, que está realmente interessada nele. Que faria de tudo para conhecê-lo. Que concordaria, com a revista de modelos novos no mercado, que dizia: "Nova revelação no mundo dos modelos masculinos."
Que cruza uma vez, a perna por cima da outra, e volta a cruzar com a outra perna, para mostrar os seus dotes femininos, enquanto o rapaz se deliciava com as suas formas perfeitas.
O inevitável iria acontecer, se ela continuasse assim.
Lembro-me bem desta tarde contigo.
Os teus cabelos, castanhos escurecidos, lavados com uma essência francesa da época. Cheiro que me forçava a bradar aos céus por mais, enquanto, me admirava com o brilho e o toque sedoso que forneciam à pele em volta das pontas dos meus dedos curiosos.
Sabia ler cada fio de cabelo teu. Cada um contava uma história nossa, em volta de gargalhadas e choro. Discussões e conversas sem nexo. Não havia melhor que os teus cabelos para me lembrar de tudo o que passámos juntos. Falavam entre as rugas dos meus dedos, que experimentavam a elasticidade e firmeza de cada um, nascido de cada memória nossa.



Eras como o meu anjo negro, que me trazia à vida, através de cada movimento.
Lábios carnudos, rosados com falta de luz. Mas vermelhos com a intensa ajuda do sol.
Concordava com todos, quando diziam: "Tens sorte, por ter alguém como ela. Para além de ser uma diva, tem a personalidade que te completa, em todos os sentidos.", o que eu me alegrava quando ouvia isto da boca dos mais chegados.

Tinha o teu amor, e tu o meu. Éramos o sagrado início de uma perfeita família.
"Eternos namorados", dizias tu com o teu jeito feliz, realizada, de como alguém, que achasse por pura sorte, uma nota de 500€ na calçada. E eu era feliz a ver-te assim.
Contudo, a vida não foi amiga para mim. A bondade dela devia estar a descansar. Pois deu-me tanto. Deu-me o que tinha e o que não tinha. Ela teria que terminar, fechar a torneira de tanta felicidade. E foi trágico quando deu dada por terminada.
Afastou-me de ti quando nasceu o último da nossa descendência. O teu corpo cedeu ao esforço. E em sofrimento partiste. Oh meu deus, o que me arrependo de não te ter ajudado a suportar a dor. A idade não te era favorável, mas eu também não fui. Renego-me a aceitar um perdão, pois a culpa persegue-me, até ao mais escuro dos meus armários.
Sem conseguir mover os meus olh................

Que foi isto? Dei por mim, de volta ao meu corpo velho. Ouvi um barulho. Senti que devia fazê-lo por pura intuição. Então, forcei a perna esquerda a levantar-se ligeiramente, e o cadeirão resmungou com o movimento contrário.
Descobri o que me acordou. Pus uma cara feliz e aliviada..........

Com olhos no passado, fizeram-me lembrar de como ele resmungava quando tu te sentavas nele.
Forçando cada centímetro quadrado da pele, a habituar-se ao teu formoso corpo.
Esboçei um sorriso. Tornei a olhar para o prado. Fechei os olhos.
Desta vez, acordei no dia de graduação do nosso filho mais novo, Sam. Reparei que Levi, o nosso filho mais velho, não estava comigo. Senti uma enorme tristeza a apoderar-se de mim, e concluí o porquê.
A vida não foi bondosa para com ele. Mas, no entanto, estava a ser totalmente o contrário, para o mais novo. Este, que conseguiu graduar-se 2 anos antes de todos os alunos da mesma idade. No momento de cantar o hino nacional, fui por a minha carcaça orgulhosa, ao seu lado. Chorei com mão ao peito, em busca de uma nuvem com um sorriso teu. Pelo orgulho que terias nele. Por ser teu e meu. Por ser fruto da nossa paixão eterna. Um dos nossos filhos que nunca chegaste a conhecer.
Vejo-me a chegar a nossa casa. Branca como a neve, alta, arquitectura colonial, com relva por cortar no jardim da frente. Arbustos entrelaçados na vedação de madeira, pintada de branca, já gasta. Com o acesso meio inclinado, feito por nós com o feitio de um "S", porque dizias que era melhor assim, dava a sensação de ser o nosso castelo, em cima do monte. E isso agradava-me.
Não consegui ficar com ele muito tempo. Ele era jovem. Coração de leão, como Ricardo, e no entanto, numa noite como todas as outras, esta ficou marcada na minha memória.
Numa das suas festas de amigos, conheceu uma rapariga.
Esta rapariga, com quem ele falava muito e gastava do seu tempo de trabalho, para estar com ela, deixava-o feliz com cada olhar dela. Fazia-me lembrar de nós os dois. Deixei-o viver essa sensação, para ver como realmente era, amar alguém. Mas a vida continuava a dar-me das suas melhores cartas pretas. Como se fosse a paga, por ter sido feliz outrora. Numa noite de altas emoções, a rapariga, com as suas manhas femininas, convenceu o seu pai, a dar-lhe as chaves do seu carro. O famoso Rolls Royce, carro de alta gama. Produzido no coração de Inglaterra, em 1905. Um dos primeiros Rolls Royce a pisar as estradas da nossa cidade de Londres era da sua família. A caminho da nossa casa, a rapariga que vinha com o nosso filho, deu por ela completamente desprotegida, distraindo-se da realidade, assusta-se ao cair em si. Dando origem a uma série de toques e berros, que assustaram a condução da máquina. Rolou sobre si, forçando os corpos frágeis a aguentar uma força imensa, como a montanha russa das feiras. Despenharam-se na valeta.
Pelo que me disseram, foi morte instantânea aos dois. Mais uma vez, não tive coragem de proteger o que era meu. O que era nosso. E por isso, os nossos filhos, já devem estar contigo. Se estiverem, espero bem que esperem por mim. A vida não foi boa para comigo, mais uma vez.

Cansei-me. Envelheci. A pele que dantes era rija e saudável, agora está repleta de sinais e bem flácida.
A força foi-se, e os ossos colaram.

Abri os olhos... E vi-te. Fiquei aliviado. Reparei em ti e aos nossos filhos, Sam e Levi. Agora sim. Estou Feliz.

Agora...

Pergunto-me se, o meu cadeirão resmungou desta vez...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mão-de-Obra.


Não faço ideia como o fazes.

Mas, conseguires apaixonar quem não tem coração, é obra.

Gostava de saber como tens essa expressão. Essa mania. Essa maneira.

Apaixonas só pelo simples facto de escreveres um texto.

Ainda com a tua mão, nova, baloiçante e "sedosa", metes um coração, a pulsar mais forte, onde não existe veias que o façam bombear.

Fascinante.

sábado, 9 de julho de 2011

A vontade de Ser




Pergunto-me se alguma vez, terei o prazer de ter a liberdade de decidir.
Interrogo-me se, quando me apetecer sair à noite, sozinho ou acompanhado, poderia alguma vez fazê-lo sem pensar nas consequências.

Darão o resto que me falta?

Eu tento lutar todos os dias, contra isto. Tento meter para trás das costas, aquilo que passo todos os dias.
Vontades suprimidas, e decisões tomadas por alguém, sem ser por mim.
Quero me sentir responsável, e crescer no meio da tribulação.
Decidir ir aqui ou acolá, sem pensar no amanhã.
Deus me deu o livre arbítrio de escolher aquilo que me convém, e não aquilo que não me convém.
Ele dá-me alegria naquilo que me faz mais feliz. Nós fomos criados, para ser alguém, não para ser uma sombra. E eu, sendo uma sombra, posso afirmar que não estou feliz.
Tento compensar aquilo que sinto, com coisas materiais, aparelhagens, guitarras, computadores, telemóveis. Tento compensar tudo isto, com sorrisos e gargalhadas de puro entretenimento. Mas desaparecem quando chego a casa.

Tenho plena consciência daquilo que estou a escrever.

Confiança é o que falta em tudo da parte daqueles que me protegem.

E tenho pena, se alguma vez, os protectores lerem isto, e ainda se acharem correctos ao dizerem: "Este miúdo está maluco!"
Se a culpa da minha vida ser assim, é minha, e só minha, então, prefiro não existir.
Ou prefiro tentar não existir. Simplesmente viver em função de algo maior, e vez de viver em função da garra para conseguir algo melhor.

Preferia mil vezes estar na situação de alguém normal, do que estar assim, aqui.

E repito, se por ventura, os protectores lerem isto, deveriam saber que não... Não quero ouvir reprimendas, ou lamúrias e sermões. Preferia antes ouvir um: "Toma, tenta ao menos te divertir. Leva o carro, e boa sorte para o baile de finalistas!", ou, "vais aonde? (vou sair ...) ah! ok... toma cuidado! (sempre.) te logo! (yah..)"
Sempre seria mais engraçado, do que: "Não, não vais. (porque?) Porque não! (mas porque?) Porque não e acabou!", ou, "Onde é que pensas que vais? (vou sair...) ahahah o que? tas maluco só pode, fecha a porta e vem para aqui! (mas eu já tinha combinad...) TAO TU COMBINAS COISAS QUE NAO PODES CUMPRIR??? fecha a porta, e mete-te já aqui! Já é tarde e tu não vais andar por ai a estas horas!!".

É triste, nascer, viver, crescer, e olhar para trás e não puder dizer: "Tive uma boa infância" com sorriso nos lábios, com orgulho das asneiras e erros que cometi, para mais tarde saber que não poderei voltar a fazê-los.
Gostava de ter tido outra infancia...
Gostava de ter tido outra educação...
Gostava de ter tido outra vida....

O tempo vai passando e o meu corpo vai cedendo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

...de Cor em Cor



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Ler ao som de Morning Runner - Oceans
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Encontrei-te, no lugar mais inóspito de sempre.
Estava eu no mural da baía, e tu 4-5 metros de mim.
As palmeiras assombravam o ambiente inicial de verão, com o som provocado pelo vento "nortenho", nos deixado como presente.
Receava olhar para ti, como se fosse acontecer um encontro de duas partículas, criando assim uma nova espécie de "Big Bang" - Origem do Universo.
Quando desviava o meu olhar de tal obra-prima de Deus, tu olhavas para mim, na tentativa de criação do novo "Big Bang".
Neste manifesto de tanta partícula junta, um amigo quebrou esta ligação tumultuosa, entre nós, rodeando-me de amigos seus.
Perdi-te de vista.
Numa nova forma de tentar voltar à minha vida, e sair desta atmosfera criada por um ser divino como tu, agarrei os conselhos destes amigos, e segui caminho.
Para surpresa minha, estavas lá tu, no meio deste bando.
Ao princípio não acreditei; tentei logo procurar uma ligação entre ti, e amigos.
Soube o teu nome.
Soube a tua idade.
E desejei conhecer-te ainda mais!
Quis saber tudo a teu respeito, ao longo desta caminhada.
No meio de tanta gente, consegui falar contigo.
Conversámos sobre música, gostos, paladares, e "não gostos". =)
Ficámos sozinhos, sem dar-mos conta. Aproveitei.
Resolvi tirar uma flor, de uma árvore de pétala branca, para definir o seu cheiro, e comparar com o teu.
No momento, pediste:
-"E não me dás uma?" - Com um rosto de semblante carinhoso e pedinte, como se algo faltasse na tua vida, caso não tivesses a chance de a ter na tua mão.
Não sei porquê, não falei, não consegui. Simplesmente, agi!
Fiquei perto de ti e estendi-te a flor branca. Momento fraco e íntimo da minha personalidade.
Conheces-te mais a mim, naquele gesto, do que os meus próprios parentes, que lidaram comigo a vida inteira.
Fui andando para apanhar o grupo, e tu fizeste-o depois de assimilar tudo o que aconteceu.

Dia após dia, foste-me conhecendo, perguntas atrás de perguntas, respostas atrás de respostas.
E no meio de perguntas e respostas, quis voltar a dar-te uma flor. Branca.
Tu aceitas-te, combinando comigo: "Largo das Finanças, 17h --- Don't be late xoxo"
Sem querer desfazer-me, ou derreter-me só disse: "Ok! :)"
Quis te impressionar e usei as minhas calças preferidas, e t-shirt preferida, com o meu cinto preferido descaído, e penteado novo.
Assim como tu, quando chegaste, pensei que estivesse a ver um canal de televisão americana. Uma diva bem vestida, dirigindo-se a mim. Fiquei a tremer dos cabelos aos pés. Nervoso Nervoso NERVOSO!!
Aproximei-me de ti, e tu de mim.
Disseste-me:
-"Olá. ;)" - fofinho esse "olá", pensei eu.
Em resposta, te disse:
-"Hey... tudo bem?" - disfarçando totalmente o meu nervosismo.
Aproximei-me de ti, quase olho no olho, e ofereci-te a flor.
Tu olhas-te e fizeste uma cara estranha. Contente, mas indignada.
Tornas-te a fixar o teu olhar meigo para mim, e perguntas-te:
-"Não disseste que era uma flor branca?"
Eu olhei para ela, com cara de assustado, olhei para a flor, e tornei a olhar para ela, estupefacto com o acontecimento.
Respondi:
-"Sim, disse." - não sabendo do que se tratava.
E tu com uma cara mais séria, mas ainda com um sorrisinho no canto dos teus lábios, disseste:
-"Pois... mas ela é vermelha, mudaste de ideias, foi?" - Terminando a pergunta com um sorriso mais aberto e ternurento.
Eu olhei para os teus olhos, e disse:
-"Não. A flor que te dei, é branca." -Disse com um semblante leve e simpático. - "Simplesmente, quando te vi, ela tornou-se vermelha, pelo amor que ela me roubou, com uma vontade de ser amada, igualmente."
Abraçaste-me com força, e sussurraste-me ao ouvido:
-"Mas Jonh... O amor não tem cor definida. Ele anda de cor em cor. Para nós, foi vermelho no meio do branco." -Disseste com carinho.


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ahhh =) que inspiração....