terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Serei tudo o que imaginam!


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Percebe-se, no meio de um português meio incorrecto, e sem sombras de dúvidas que, não há nada como protestar o descontentamento tenebroso guardado por nós e oferecido por eles.

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Há sempre uma forma ou outra de demonstrar o que sentimos, e o que mais nos toca.
Seja por palavras, gestos, ou até desenhos, algo que consiga transmitir algo de dentro, cá para fora, para que o  mundo que nos rodeia possa contemplar, criticar...

Seja como for, temos registado nas nossas mentes todas as palavras, gestos e desenhos criados por eles.
Apertos de mão, beliscões, calduços, sorrisos, gargalhadas, pontapés nas pedras, berlindes a alta velocidade, livros grossos, palavras de excruciante amor, raiva e temor.
Olhares intensos e chapadinhas de desgosto.
Todas as imaginações que criavam sobre nós, dentro de cabeças muito pouco limitadas na imaginação. Criavam detalhes com todo o pormenor...

Lembramos-nos de tudo isso, e muito mais. Contudo, hoje, que temos o caminho que escolhemos a percorrer, olhamos para trás e vemos que não valeu de nada chorarmos, encolhidos, revoltados e calados. Hoje temos o mundo! Hoje temos quem criava ideias mirabulantes, quase impossíveis para a raça humana, nas nossas mãos!
Hoje comandamos o futuro, levantámos âncora quando foi preciso, descemos as velas para recomeçar, e endireitámos o leme em direcção ao sucesso.
Porque hoje somos tudo aquilo que criaram de nós, e muito mais.
Hoje somos as vossas figuras heróicas que tanto gostavam de ser quando eram crianças, e que agora, olham para trás e têm vergonha do que fizeram, e rebaixam-se às pessoas que gozaram e maltrataram nas vossas alturas de reinado, por uma oportunidade.

Agora que reinamos, não seremos iguais de calibre, mas sim ainda mais furtivos.