sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Entre estradas.





Sei o que é, estar no meio do nada... Com muitas saídas ao mesmo tempo, e nenhuma fechada.
Escaqueiradas sem vergonha, prontas para serem tomadas. Com destinos que ninguém sonha, e ainda com surpresas agarradas.

A luta constante no dia-a-dia, de batalhas interiores. Sem elas não sei o que fazia, nasci para as travar sem dores.
Ao que parece, somos todos assim. Mas até certo ponto, só, enfim.
Nem sei o que estou a fazer, parece horrendo. No entanto continuo com a vontade de escrever, eu não entendo.
Sinto-me perdido, sem orientação. Apenas com um caminho a tomar, agora só falta coração.
Sinto-me no meio de um cruzamento. Cheio de ruas e ruelas, onde só há um sentimento, e não é por culpa delas.
São ideias infinitas, onde só há uma a ser escolhida. Existe apenas uma barreira, e foi nessa mesmo, que foi construída.
No meio de estradas, com uma por tomar. Só com uma barreira, e é essa mesmo que vou ter que Quebrar.

Sou um sortudo, com sorte de cão...
Tenho um desejo, e tenho.
Tenho direitos, e não mos dão.
Tenho o que quero, e não o que mereço.

Juventude, juventude... Abraça-me.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Conheces-me

Sei la eu, de madrugada ou de noite.
Verão ou  Inverno.
Há tendência de puxar pelo surreal. Algo fora da normalidade, que quando encalha com factos verídicos torna-se pura emoção, e acontece.
Acontecimentos têm datas. Porque acontecimentos, por mais que insignificantes que sejam, são eventos que ocorrem sempre nalgum dia, numa hora incerta, como é óbvio.
Mas existem acontecimentos que marcam independentemente da hora e do dia.
Cravam as suas garras nas nossas almas e fogem para não serem caçados.
No entanto, são relembrados, com dor ou sem dor. Com alegria ou sem ela.
Basta conceber uma ideia politicamente correcta, expô-la em praça publica, torná-la algo que não era.
Só para haver opiniões diferentes, o famoso "não saber ouvir", (discussão), e debates, (troca de factos).

Basicamente só me resta ser politico porque discussões e debates, já eu crio.
Basta-me só começar a perceber que podia fazer mais do que posso fazer, e torno-me livre.

Livre de uma opressão reconstruida indevidamente de um manual de instruções!?
Talvez, só livre de uma tirania, facetada entre violência e espancamentos cerebrais.

---"Nasceste para sofrer, carapaça uahahahahahaha"---

Até podia ter nascido para isso, mas prefiro pensar que nasci para me tornar melhor pessoa, que muita gente que anda por este mundo fora.
E se isto não for verdade, então que se cumpra a maldita frase.

Melhor que ninguém, há seres com um certo tipo de grau parentesco, que conseguem afirmar de boca cheia: "eu conheço-te!".
Eu pergunto, conheces-me?

Não sei... Não sei...

Esperemos que sim, ou não.