sábado, 16 de outubro de 2010

Morto!

Eu não sei o que hei-de fazer
Se hei-de esperar, ou então criar para ver,
Nem sei o tempo que passou
Nem o que o verão levou...

Algo que fez mudar a vida,
A vida de alguém morto,
Alguém que tinha em mente,
Continuar sozinho, neste campo de lodo.

O que é certo,
É que nem tudo passa,
Sinto-me mal assim,
Mas sem ti só resta a minha carcaça

Sem conteudo ou recheio,
Vazio, sou assim sem a tua voz
Nem acredito no que se passou
O que se criou entre nós
Viver, sentir, olhar,
Cheirar, sentir, viver,
Tocar, e aguardar
Rematar com o gesto que me fez te querer
Eu gosto de saber,
Que adoro, e amo,
A rapariga, que me faz querer,
A toda a hora, o toque que eu amo...

"Por mais que tente, por mais que se esforce, a saudade não deixa a sua alma..."

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