segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Anjo que é!

Abri a janela
Tentei ver pelo rasgo do meu olho,
Aquilo que mais queria ver,
O céu no seu todo.

Puxei dum cigarro,
Acendi, e lentamente o fumei,
Encostado ao varandim,
Onde passou a imagem 
Da queda da estrela que guardei.

Revejo, e revejo outravez,
Ainda assim tento não pensar,
Mas todas as razões que me levaram a isto,
Levam-me direitas ao teu bem estar.

Custa tanto,
Sado-massoquista?
Ou simplesmente um rapaz nunca egoista?
Nem sei para quê este espanto...

Eu sou assim,
Sou mesmo um maravilhoso cavalheiro,
Que deixa acontecer tudo,
Mesmo em frente dele próprio, ele inteiro

Gostava de poder dizer,
Que nunca te esquecerei,
Nunca te vou deixar,
Nunca te vou deixar de apoiar
Mesmo se a lampada da nossa amizade fundir
Vou trocar a lampada, e continuar...

Mas afinal... se calhar 
Nem existe batalha para ser travada
Simplesmente um desejo enorme de voar,
Com um anjo que outrora, te magoara

Já que as minhas estão velhas,
Gastas pelo fumo deste arbusto,
Nem quero parar de o fazer,
Mas nao vou desistir de ti
Quero te esperar, até ao dia
Em que voltarás para mim
Num dia em que a intençao, nao seja partir..

Mais uma vez, sonho com aqueles dias,
Aqueles dias que mostraste o que era a vida,
Naqueles dias que conseguiste me por a tremer,
Como um rapazinho pekeno, com vergonha do que podia acontecer

Foste a inspiração,
Tu foste a razão,
Para tudo o que fiz,
Uma razão para voltar a casa
E dizer que sou feliz.

Desta mágoa toda,
Certifico-me duma coisa,
Larguei-te para seres livre,
E viveres como bem entenderes.

Amar não é te-la sempre á nossa volta,
Amar as vezes é largar,
Para deixar o anjo á solta,
Com asas prontas para mais uma vez voar...





6 comentários: