quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A Revolta

Um dia gostava de dizer,
Outra coisa sem ser isto,
Aquilo que não sei,
Não quero saber se sou bem visto.

Quero pensar que sim,
Tudo é como nós queremos
Mas nem tudo é assim
Nem sempre exaltamos o que temos,

Hoje marco a diferença,
Feitio português, ponho de lado,
Hoje quero ser diferente,
Não quero carregar com este fardo.

Quero dizer não,
Não ao controlo dos fantoches,
Que por diversas maneiras,
Somos todos nós.

É dificil ter algo assim,
Assim aqui por dentro,
Pronto para saltar pro abismo sem fim,
Palavras que andam á roda comigo no centro.

Este dia, que marco a diferença,
Quero dizer não a várias coisas,
Mas quero dizer sim a uma única
Sem a qual não há a revolta.

Sem este sim,
Não haveria revolta,
Não haveria tema,
Não haveria discórdia,
Não haveria alguém para tomar as rédias da revolta,
Não existiria ninguém...

Com este sim,
Existe tudo isso e mais,
Porque sem dor, só há o fim,
E eu não quero me sentir assim.

Quero marcar a diferença,
Quero dizer que não e que sim,
Quero afirmar, que enquanto estiver vivo,
Quero que saibas que nada eu tenho,
Mas tudo é meu.

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