sexta-feira, 8 de outubro de 2010

À Deriva...

A saudade existe para nos matar.


Lentamente como um bicho,
Um bicho esfomeado ou por algo,
Ou alguém que não joga ao lixo,
Os sentimentos que dizemos por alto.

Corrói a madeira,
Com o minimo de burburinho,
Até não restar nada de nada,
Apenas um lugar, um buraquinho.

Nesta vida, por mais que tentemos,
Nunca conseguimos lidar com isto,
Ela existe sim, e matá-la? experimentemos,
Decerto que se esconde, ou nem isso.

Ver para crer,
É algo de pouca fé,
Mas crer que morre, sem ter,
É totalmente diferente.

Com a saudade à porta,
Parece que a vida,
Torna-se escaça, torta,
Consegue-se vêr a cor correndo desvanecida.

Caída, num canto duma sarjeta,
À espera que a vontade seja feita,
Tornar a saudade em prazer,
É algo que ainda tenho que fazer.

Agora percebo,
Eu não entendia,
Agora, a cada conclusão que chego,
Sei o quão estúpido fui naquele dia....

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