Faz anos.
Ninguém sabe como é, porque no mundo em que vivo, ninguém sou eu, e mais ninguém.
Celebrar uma data, onde realmente aconteceu a única coisa que deu orgulho a alguém, é incontestável, é vista como a forma mais egoísta do ser humano, face ao futuro do novo ser.
Cuidam, tratam, acarinham, para um dia mais tarde poder retribuir com um "Ying Yang" bastante acentuado.
Tudo o que deram de bom, hão-de dar para o mal.
Tudo aquilo que passei, sonhei, criei, e pensei em, foi me extraído.
Faz anos,
Que não me sinto feliz.
Não me sinto capaz de aconselhar, relembrar, trabalhar, amar, brincar, ser talvez a pessoa que sou, sem preconceitos.
Não, não me sinto capaz, não. Simplesmente não estou.
Todo o sonho que tive, me foi cortado por razões incomparáveis. Foi desfeito, amassado, estripado e triturado, sem justificação aparente na altura, jogaram o que restou para o lixo.
Todo o projecto que pensei, não me foi concedido, não foi transmitido para o papel, nem conseguiu nascer.
O jeito para transpor da mente demente, tornou-se nada. Foi-se com o vento, ou algo parecido.
Toda a pessoa que me conseguiu dar esperança, por um dia melhor, desapareceu.
Não quiseram aguentar o fardo que tenho em cima de mim. A cruz, a maldição, aquela benção que nos põe a derivar entre caminhos sábios e misteriosos. A única coisa que me dá, é um ar totalmente sinistro, mas inofensivo. Para que? para que no final, não hajam surpresas, à medida que me vão conhecendo.
É vergonhoso viver assim.
Torno-me a pessoa mais frágil ao cimo da terra, quando vejo, quando assisto, ao avanço, ao progresso de cada pessoa a quem me afeiçoei. Magoa-me imenso, ver algo tão bom, tão puro, e não fazer parte dele.
Não desempenhar um papel fundamental num desenvolvimento, não só cerebral, como também na vida social, e talvez na vida privada.
É a minha agonia, é a minha frustração.
É, sem tirar nem por, aquilo que me dá mais medo.
É ver tudo isso acontecer, e eu... no mesmo cadeirão de couro, onde me encontro cada vez que me perco.
No mesmo sítio, à mesma hora, acompanhado de mim mesmo.
Desabafo comigo mesmo, ao ponto de me perguntar se realmente vale a pena ser como sou, ou se vale a pena forçar caminho pela mata que endurece e fortalece as grades da minha cela.
Eis a questão.
E sim, é como me sinto, sem tirar nem por.
quarta-feira, 21 de março de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Sem querer, com amor.
Eu era criança.
Eu gostava dessa fase, aliás, quem não gosta.
Era a altura que podíamos sonhar sem limites, dizer aquilo que queríamos sem filtrar a nossa boca.
Saltar, correr, brincar, sem pensar em responsabilidades, ou assuntos por resolver.
Eramos livres. Sem ter que pensar naquilo que nos faz falta. Simplesmente imaginar e concentrar tudo num só assunto; como montar uma peça de lego noutra, como acabar o puzzle, como saber onde pára o meu amigo escondido.
Tempos em que tínhamos quem amamos, sem saber, ao nosso lado, constantemente.
Tempos em que, a imagem de um grupo de pessoas que nos são chegadas, fazia-nos feliz.
A paz reinava nesses tempos.
Com os anos, vamos crescendo e vamos aprendendo.
Todo o dia é um novo capítulo numa história, que tem sempre o fim que nós quisermos que tenha.
Se alguma vez pudesse ser assim. Na vida, tudo o que quisermos tem que ser com muito custo e com alguma lágrima de sangue.
Hoje, escrevo uma pequena introdução sobre infância e adolescência, porque acabei de passar por essas duas fases.
Todos nós temos o conceito de família, uns duma maneira, outros doutra, mas no fundo, família resume-se a ser um grupo de pessoas que gera mais umas quantas, e com o amor de pai-filho, é fundado em cada coração desse grupo um afecto tão grande pela pessoa gerada.
Tenho poucos exemplos disso.
Mas posso dizer que tenho o meu conceito de família normal.
Em criança via sempre tudo o podia como se nunca de mim se tratasse.
Sempre me imaginei na terceira pessoa, e tudo o que via através dos meus olhos, era um autêntico filme criado ou gravado por alguém.
As pessoas me dizem que tenho um olhar perfurante, ou algo de género. Não sou eu, é o meu corpo a registar cada momento, cada fotograma de cada película registada no meu cérebro, por tempo indeterminado.
Tudo o que vejo e sinto, é algo tão insignificante comparado à imensidão de pessoas que vivem, andam e correm todos os dias, para o trabalho, para o local que estipularam, para o encontro, comer, beber, dormir.
Tudo envolve uma quantidade de energia, e esta energia gasta-se sempre que a usamos ao máximo, como é óbvio.
Perdi um ente querido, ao qual tenho o maior respeito possível, porque sem ele não estaria aqui a escrever este texto.
A caminho de Oeiras, no carro dos meus pais, olhava os céus. Reparava nos aviões, nos pássaros, olhava para os carros que se encostavam ao meu, com fúria de chegar primeiro que os outros à entrada para a ponte.
A ânsia de conseguir passar primeiro que o outro carro era tanta, que notei num acidente que sucedera ao lado do meu carro. Não havia tempo, estávamos atrasados.
Meteram a música tão alta no carro, que precisei de aumentar a música que eu estava a ouvir.
Estava numa onda de Coldplay, através do meu telemóvel, com uns head-phones que comprei mesmo para o uso telefónico.
Abstraindo a minha mente, pela razão à qual eu estava naquele carro a caminho de Oeiras, fazia-me ver através de um diafragma de uma lente, tudo o que se passava à minha volta.
Senti o meu pai a estacionar o carro. Tínhamos chegado.
O primeiro pensamento que tive, foi ajeitar o meu fato. Meter os meus óculos escuros estilo anos 70 e conseguir andar. Um pé à frente do outro.
Saí do carro, e andei. Segui a minha família para o sítio indicado, por uma senhora, amiga de infância do meu pai. Pelo caminho deparei-me com umas escadas, e senti logo de imediato o sangue a escorrer para as pernas, porque sabia que iria precisar de alguma força extra para as subir.
Se estaria pronto para ver o que iria ver a seguir, era o meu dilema da altura. Talvez porque o diafragma da lente estava a passar muito realismo para o lado de cá.
Cumprimentei algumas pessoas que eu conheço, as quais me foram apresentadas pelos meus avós nalgumas festas da família. Outras cumprimentei por simplesmente mera educação. Estas escadas foram dar a um pátio.
Pátio este que me levava a uma porta das traseiras do Centro de Oeiras. Assisti no caminho, várias pessoas a chorar, lágrima trás de lágrima sem cessar, outras impávido e serenas.
Havia um misto, um misto de sentimentos, cuja a direcção era para a felicidade pela visita de uma família gerada daquela família que não se via há tanto tempo. Pessoas que eu via quando era pequeno, revias ali, ao lado do resto da minha família. Cumprimentei todos os que me foram possíveis, não queria parecer a pessoa que não sou, uma imagem falsa de um mal criado, não era essa a minha ideia.
Fui andando devagar, e avistei uma carrinha comprida. A carrinha longa de vidros esfumados, ligeiramente velha, com uma pintura cinzenta escura metalizada, com uma parte traseira bastante alongada. Notei logo que seria o transporte para a pessoa que morrera.
Entrei pelas portas a que me levaram, e sem me aperceber, estava no meio de uma roda de pessoas à entrada de uma sala. As minhas primas directas, reparam que tinha chegado, e vieram ter comigo. Disseram-me que o caixão estava aberto, só para não me assustar ou ficar sentido quando o visse.
Eu cumprimentei-as de volta, e respondi-lhes com um OK baixinho, porque a minha voz falhara. Talvez porque passei 2h de caminho sem falar, mais umas 3 horas de puro silêncio. Fiquei contente de as ver, já não estava com elas há mesmo muito tempo.
Forcei a entrada, e reparei num senhor que se chegou à minha frente, nos seus 50-60 anos, meio magrinho, de óculos com hastes muito fininhas e olhos um pouco encovados, olhou para mim e sorriu. Eu sorri de volta, embora eu raramente o vi na minha vida, lembrei-me logo dele, por ser o meu primo Arménio. Senti alguma compaixão por ele. Abracei-o e disse-lhe que estava contente por o ver ali. Ele disse-me em resposta que estava grande e alto, e com razão acrescentou: "Todos nós temos que crescer um dia não é?". Acenei e segui em frente.
Passei por uma massa de gente quase fundida para chegar à minha querida avó.
Ela, que por mais tempo que passasse, sempre me agarrou as bochechas e me disse: "Oi meu netinho!!"
Sempre me derreti nos braços da minha avó. Adorei os seus cozinhados, os doces, os bolos, as refeições, os leites morninhos que ela faz cada vez que chego à noite para fazer-lhe uma visita.
Parou de se esmerar na cozinha quando ficou sem paciência para tal coisa. Ano e ano após ano, sempre a cozinhar por gosto, e por necessidade junta, acaba sempre por cansar.
Vi o meu tio ao lado da minha avó, a minha 2ª tia ao seu lado, e na imagem que gravava, o meu pai saiu disparado da minha retaguarda e enterrou-se ao pé da minha avó.
O meu pai não conseguiu alcançá-la, porque nem dei conta que a minha mãe e a minha irmã já lá estavam a segurar a minha avó e a dar-lhe os sentimentos de cada uma.
Quando chegou a vez do meu pai, o padre separou-nos a todos dizendo que a missa ia começar.
Maçarro do Padre!
De certo que, depois de ver esta cena toda, os meus olhos chocaram com o inevitável.
O meu avô estava dentro do caixão, a dormir.
A razão pela qual não consegui chorar, era porque os meus olhos não paravam de olhar para o peito dele e ainda consegui ver o movimento característico da respiração.
Passaram tantas ideias pela minha cabeça. Parar a missa, chamar a atenção a toda a gente que ele tinha respirado.
Mas ele estava coberto com um pano rendilhado branco, braços cruzados ao meio, e por qualquer razão, não conseguia ver a ponta dos sapatos dele.
De qualquer das maneiras, não havia dúvidas disto, ele tinha morrido no dia anterior, 11/02/2012 à hora de almoço.
O ultimo momento da vida dele, foi a prova de que o amor existe.
Quando finalmente, a missa acabou eu fui ter com a minha avó. Ela agarrou-se a mim a chorar, e me disse baixinho a soluçar: "Hoje perdi o homem que eu amei".
Estavam todos a almoçar, e a minha avó apercebe-se de que o meu avô a chamara. Ela corre para o quarto, e repara nas máquinas e aparelhos especializados para garantir conforto ao seu homem. Olha para o meu avô , e este com um coração bondoso, que tinha, levantou os braços para a minha avó, e ela o abraça envolvendo-o num todo.
Afastando-se dele, reparou que ele estava a revirar os olhos, e exclamou pelo meu tio.
O meu tio correu e aconchegou o meu avô, e com algumas chapadinhas secas na cara, o meu avô voltou a abrir os olhos e perguntou: "Por onde tens andado?" E o meu tio: "Estou aqui, pai, ao lado da mãe."
-"Ainda bem." Fechando os olhos, descansado pela sua mulher não ficar sozinha, partiu.
Tentem-me convencer que amor não existe.
Tentem quebrar o que presenciei naquele dia, a história, o acontecimento, as lembranças e memórias, de convívios e festas, e de sorrisos e lágrimas.
Sinto a explosão da perda.
Garanto que não vou voltar a duvidar que o amor existe.
Porque se existiu à 70 anos atrás, e se eu próprio sou prova disso, então hoje também existe.
Avô, nunca te esqueças que foste a minha inspiração para muito momento meu.
Desde aquela conversa que tivemos no teu escritório, até à nossa despedida, sempre soube que irias causar impacto na tua partida. Foste o homem que conseguiu gerir uma família enorme, e criaste dois filhos fantásticos, dos quais tiveste 3 netas e 1 neto. Orgulho da família que fundaste, acredito que tinhas, mas amor... amor aposto tudo o que tenho, que nunca vi tal amor como o amor que tiveste com a avó.
Adorava ter vivido no teu tempo.
Adorava ter vivido ao teu lado, mais tempo.
Adorava ter vivido o que nunca vivi...
Descansa em paz.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Sento-me onde me pico!
O desgaste emocional é avassalador.
Levar com uma frigideira de 15" (polegadas) ou falar com alguém sobre as minhas tendências e objectivos, é praticamente o mesmo.
Prefiro antes, ficar na casa de banho (WC) mais do que é costume. Ao menos sinto-me confortável até o sangue parar de circular nas pontas das minhas nádegas.
Confortável, e não só; também tenho uma sensação de alívio, pelo facto de que, posso estar preocupado com tudo à minha volta, e saber que no final, só vai restar uma única poia a flutuar, e não visceras.
Sabe-se lá, se no dia da minha ausência haverá alguém capaz de me dizer: "Não! Não vás por ai!" eu limitaria-me a responder com uma pergunta: "Porque?".
A resposta da resposta, seria tão obvia quanto comprar um sapato numero 45 para um pé 20. Não lhe serve.
"Porque, basicamente, e hipoteticamente falando, mas olhando para a realidade, tens uma grande poia de cão a frente do pé. Isto se fores por esse caminho!".
Epah e porque não? Existe relva, pauzinhos das árvores, ramos e galhos, e etc, com os quais posso contar para retirar aquilo que não faz parte do meu pé.
Acontece que, hoje em dia nem tudo é como nós planeamos, ou imaginamos. Esta é a frase mais famosa, e reconhecida por pessoas que sabem bem que isto é verdade! Sem pensar muito na questão, e sem levantar quaisquer dúvidas, existe uma proclamação excessiva de ser algo maior do que sou.
Sim, tenho disso, mas, contudo, não posso me privar de dizer o que penso, sem ter as consequências dessa atitude.
Digo o que penso, arco com as consequências, como aprendi e muito bem, e consigo chegar a uma conclusão esclarecedora. Não há, ninguém neste mundo, em quem confiar algo, sem saber se se está a correr o risco de estarmos a cavar a nossa própria cova.
Sem mais, termino com uma única observação.
Sei que vais ler, e quando leres pensa que nunca mas nunca te vou perdoar, pelo que fizeste. É estúpido e ingénuo arrombares os quartos mais escuros que uma pessoa tem, e expô-los sem preconceitos, a quem escondia esses quartos.
E para aqueles que um dia irão ler, com uma vontade enorme de criticar, ou simplesmente dar um aconchego com palavras virtuais, digo-vos, senão, isto:
F-U-!
=)
Levar com uma frigideira de 15" (polegadas) ou falar com alguém sobre as minhas tendências e objectivos, é praticamente o mesmo.
Prefiro antes, ficar na casa de banho (WC) mais do que é costume. Ao menos sinto-me confortável até o sangue parar de circular nas pontas das minhas nádegas.
Confortável, e não só; também tenho uma sensação de alívio, pelo facto de que, posso estar preocupado com tudo à minha volta, e saber que no final, só vai restar uma única poia a flutuar, e não visceras.
Sabe-se lá, se no dia da minha ausência haverá alguém capaz de me dizer: "Não! Não vás por ai!" eu limitaria-me a responder com uma pergunta: "Porque?".
A resposta da resposta, seria tão obvia quanto comprar um sapato numero 45 para um pé 20. Não lhe serve.
"Porque, basicamente, e hipoteticamente falando, mas olhando para a realidade, tens uma grande poia de cão a frente do pé. Isto se fores por esse caminho!".
Epah e porque não? Existe relva, pauzinhos das árvores, ramos e galhos, e etc, com os quais posso contar para retirar aquilo que não faz parte do meu pé.
Acontece que, hoje em dia nem tudo é como nós planeamos, ou imaginamos. Esta é a frase mais famosa, e reconhecida por pessoas que sabem bem que isto é verdade! Sem pensar muito na questão, e sem levantar quaisquer dúvidas, existe uma proclamação excessiva de ser algo maior do que sou.
Sim, tenho disso, mas, contudo, não posso me privar de dizer o que penso, sem ter as consequências dessa atitude.
Digo o que penso, arco com as consequências, como aprendi e muito bem, e consigo chegar a uma conclusão esclarecedora. Não há, ninguém neste mundo, em quem confiar algo, sem saber se se está a correr o risco de estarmos a cavar a nossa própria cova.
Sem mais, termino com uma única observação.
Sei que vais ler, e quando leres pensa que nunca mas nunca te vou perdoar, pelo que fizeste. É estúpido e ingénuo arrombares os quartos mais escuros que uma pessoa tem, e expô-los sem preconceitos, a quem escondia esses quartos.
E para aqueles que um dia irão ler, com uma vontade enorme de criticar, ou simplesmente dar um aconchego com palavras virtuais, digo-vos, senão, isto:
F-U-!
=)
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A filtragem!
Sem dúvida, que nestes dias, de um início efémero de vida, existe um ligeiro problema de compreensão.
Problema agora, solução depois. É a partir deste reconhecimento que temos, no início da casa dos "20", que chegamos a tantas conclusões. Querendo mudar de estilo de introdução, ou integração mental, a partir de um ecrã de 15", sem licença ou permissão, ou vice-versa, é o meu objectivo de agora.
A questão, desenrola-se em busca de uma ponta solta para se poder pegar, e conseguir chegar mais depressa ao fim da meada. Pondo preconceitos de lado, e "palmadinhas" nas costas, de parte, posso garantir que existe, de facto, uma enorme massa, gigantesca, tão grande, que mesmo hiperbolizando este tema, nem chega para conseguir quantificar, esta percentagem de "problemas".
Sempre se soube isto, mas como nesta casa dos "20", chegamos a tantas conclusões, esta é mais uma.
A hipocrisia, o "enrolar" uma história "mira-bulante", pior que um filme de Steven Spielberg, e o descontentamento que causa, no foro psicológico pessoal, de uma mera mente, simples e intacta, causa tanto impacto, quanto um palhaço estripador. E eu dou-me bem com palhaços...
Numa onda de tentar, equilibrar esta balança, com esta massa enorme de um lado, e 4 pessoas no outro, lá vem outro facto, a juntar, ou a agrupar a este conjunto de descobertas para um novo mundo!
O facto de que, muita gente, para além de ser hipócrita, mente! Com tantos dentes, quanto os que tem na boca. E disto, não há salvação. Podemos é salvar-nos; nós, sermos os nossos próprios heróis, e negar a ouvir, ou simplesmente presenciar, uma situação destas. A descoberta para tal mundo, cheio de sorrisos, palavras, gestos, e oportunidades aliciantes, que na realidade não passam de uma "caixa" Chinesa vendida aos Americanos, e renegociada com os Espanhóis, é um autêntico delírio fatal. E eu faço parte deste esquema...
No entanto, falam, falam, falam, falam, falam e falam, com uma mente tão vazia, quanto um frigorífico na loja de electrodomésticos novos, ainda por vender. Alguns ainda tem os cadernos e manuais, plastificados. Torna-os mais resistentes a verdades, para conseguirem viver no seu mundo débil.
No Wikipedia, podemos confirmar que:
"Apesar do fato das fêmeas efetuarem a maior parte da caça, os machos são igualmente capazes. Dois fatores os impedem de caçar tantas vezes quanto as fêmeas: o principal é o seu tamanho, que os tornam muito fortes, porém menos ágeis e maiores gastadores de energia; outro fator, de menor relevância, é sua juba, que sobreaquece os seus corpos, deixando-os mais rapidamente exaustos.
As fêmeas são sociais e caçam de forma cooperativa, enquanto os machos são solitários e gastam boa parte de sua energia patrulhando um extenso território. É sabido, porém, que tanto machos como fêmeas passam de 16 a 20 horasdiárias em repouso, num regime de economia de energias, uma vez que seu índice de sucesso em caças é de apenas 30%." -Retirado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o s/ correcção -
Sim, são elas que vão a caça, e ainda tem que arranjar tempo para cuidar dos seus niños!
Porque, basicamente o Leão, não faz nada. Simplesmente, atormenta quem tenta a pacificidade da sua própria tropa. Se temos este exemplo, numa natureza, um pouco ou nada racional, é óbvio que temos algo parecido no nosso meio. É rara a vez que, haja alguém que possa cuidar de si mesmo, ou de quem esteja, à sua volta. Mas, sei que há caminhos feitos para encontrar essas pessoas, pelo simples facto, de se destacarem do resto.
Se cria o seu passado, forja o presente, e mente em relação ao futuro, como pode ter o discernimento de dizer algo que seja verdade? As palavras não são a massa com que fazem bolachas que comemos todos os dias.
Onde no pacote, vemos escrito:
Contém vestígios de...
Dude! Uma máquina não é perfeita, nunca será, desde que envolva uma mente humana no seu projecto.
Pessoas que não saibam onde fica o sul, ou norte, por favor, fechem as matracas.
Aprendam primeiro, como todos os outros, para depois conseguirem ter alguma moral para falar.
Sem dúvida, que nestes dias, de um início efémero de vida, existe um ligeiro problema de compreensão.
Problema agora, solução depois. É a partir deste reconhecimento que temos, no início da casa dos "20", que chegamos a tantas conclusões.
Cheguei a esta...
E agora?
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Somos assim.
Somos feitos do quê?
Somos feitos da mesma massa que o resto?
Somos feitos da mesma massa que o resto?
Talvez....
Será?
Será?
Somos diferentes, vimos o mundo de maneira diferente. Simples. Como ele é. Com uma mente aberta, compreensiva e realista.
Se nos dizem que o copo se partiu pelo choque de diferença de temperatura, no entanto, justificam algo com ideais sobrenaturais, nós justificamos que foi mesmo a diferença de temperatura.
E porque não?
Há coisas inexplicáveis, no entanto há sempre aquela dúvida que fica.
Se a porta fechou-se, sem corrente de ar, e sem pessoas em casa, a não ser a única testemunha, nós justificamos isso com o movimento das placas tectónicas, e uma porta mal feita ou desnivelada, é forçada a abrir ou fechar caso haja uma milésima de movimento. No entanto, foi algum espirito que passou....
Não! Por favor... O que se passa contigo? Estás a dar um bolo de chocolate a uma criança de 1 ano!! O que é que tens na cabeça!?
Contudo, a pessoa que reclama por algo inofensivo, forçava uma criança de 2 anos, a ingerir um iogurte com mais químicos que o próprio bolo. Moral da história? Há coisas em que as pessoas entram em contradição sem saberem. Queixam-se de algo correr mal, mas esquecem-se das suas atitudes anteriores. As quais têm sempre consequências, num futuro próximo!
Nem imaginam...
Há coisas inexplicáveis, no entanto há sempre aquela dúvida que fica.
Se a porta fechou-se, sem corrente de ar, e sem pessoas em casa, a não ser a única testemunha, nós justificamos isso com o movimento das placas tectónicas, e uma porta mal feita ou desnivelada, é forçada a abrir ou fechar caso haja uma milésima de movimento. No entanto, foi algum espirito que passou....
Não! Por favor... O que se passa contigo? Estás a dar um bolo de chocolate a uma criança de 1 ano!! O que é que tens na cabeça!?
Contudo, a pessoa que reclama por algo inofensivo, forçava uma criança de 2 anos, a ingerir um iogurte com mais químicos que o próprio bolo. Moral da história? Há coisas em que as pessoas entram em contradição sem saberem. Queixam-se de algo correr mal, mas esquecem-se das suas atitudes anteriores. As quais têm sempre consequências, num futuro próximo!
Nem imaginam...
O quanto me custa ouvir dizer que nós somos pessoas.
"Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto de animais."
Reflectindo sobre esta célebre frase, retiro uma ou duas coisas...
Reflectindo sobre esta célebre frase, retiro uma ou duas coisas...
Primeira, isto é a maior barbaridade alguma vez dita, vendo que somos animais. Animais racionais, escolhidos para proclamar algo maior que nós próprios...
Segunda, pior ainda é publicar esta frase de maneira efémera, com a intenção de mostrar que a sabedoria é transbordada na sua mente. Quando acontece precisamente o contrário...
Segunda, pior ainda é publicar esta frase de maneira efémera, com a intenção de mostrar que a sabedoria é transbordada na sua mente. Quando acontece precisamente o contrário...
Terceiro, e por fim o ultimo, vejo pessoas a apreciarem a frase, e a concordância aparece do nada.
Concordar com algo tão "fora do esquema", é a maior das anormalidades... Pessoas São pessoas.
Pessoas têm sentimentos, pensamos e racionalizamos, como ninguém. Imaginámos e criámos. Construímos e destruímos. Demos vida, e matámos. Escrevemos, e lê-mos!
Digam-me um animal que conseguiu isto...
O Homem.
Pessoas têm sentimentos, pensamos e racionalizamos, como ninguém. Imaginámos e criámos. Construímos e destruímos. Demos vida, e matámos. Escrevemos, e lê-mos!
Digam-me um animal que conseguiu isto...
O Homem.
Somos assim.
Não há volta a dar... Só estamos bem quando não estamos.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Separados da Cria.
Não sois iguais aos outros. Sois único com a particularidade de serdes magnânimo.
Tal imagem nunca se revelou perante a minha graciosa mente.
Esperava, pela mão do destino, que algo se mostrasse com defeito de início. Mas não.
Os deuses não foram desgraçados. Não foi um nascimento funeste para esta criança.
No meio da atrocidade, de pragas e pestes, servistes bem os teus ascendentes.
Teria que ser vós, filho da Casa Real de Lagutropeduos. Descendente dos Condes da Casa de Pinhel, nasceste para reinar na condição de serdes a esperança no dia mais negro.
Certamente, virá a minha hora, mas antes terei que contar o que me disseste.
Não há melhor história para contar que esta.
Relatar a tua queda...
Não viverei para sempre, e nos tempos que correm, tudo se aflige por nada, e tudo me aflige por ser tudo o que é. Não vivi para estar nesta época, e vós sabeis bem que estas palavras que saem da minha boca, são a mais pura da verdade.
Nascestes no berço real. Destes fama à tua imponente família. Deste alegria ao teu povo.
Crescestes sempre com aproveitamento em tudo. Foste o primeiro em tudo. E ainda hoje o sois...
Eras a criança que tornava tudo especial. Eras o toque de veludo no coração do povo.
A tua voz tornou-se respeitadora, e os teus desejos e comandos eram ouvidos atenciosamente.
Eras tratado como Rei, que o és. E com todas a letras deste latim modificado, Tu eras único.
Onde deixaste a carcaça que levaste?
Partiste para a tua primeira batalha e nunca mais voltaste.
Hoje, vejo-te completamente fora de controlo. Numa onda de dimensões drasticamente repulsivas.
Não consigo encontrar nada do que restou de ti, nesta nova carcaça tua.
Onde deixaste o orgulho que levaste?
Todos confiavam em ti, todos! E disso nem penses em duvidar.
O brilho nos olhos que uma criança tinha quando te via. A paz que corria nos corações dos mais velhos ao ver-te a demonstrar a nova armadura na praça.
Onde despedaçaste o coração de quem te amava?
Partiste sem dizer um adeus.
Partiste sem dizer o que sentias, e no entanto continuo a tua espera.
Achas que valia a pena seres essa criança que regozijava corações por fora, e seres o monstro que foste por dentro?
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Não tomei consciência dos actos que cometi.
Nem sei para onde me virei. Fui separado pela mão do destino dos que mais amava.
Hoje escrevo nesta folha, que não penso em mais nada, senão, o que irei fazer com esta liberdade nas minhas mãos. Irei ver o mar?
Irei cavalgar pelos vales do meu novo reino?
Sentar-me no descampado do castelo mais próximo? Existem uma panóplia de soluções para este dilema de agora.
Sinto-me bem assim. Rédeas soltas finalmente!
Não quero me perder neste banho que tomo, sem preconceito, de pura adrenalina e vontade própria.
O sangue é bombeado fortemente nas minhas veias. Eu sinto-o!
Agora, sei que nunca mais vou olhar para trás. Tenho que seguir em frente, construir o que não foi construído e dar parte da minha alma ao demorado trabalho do firmamento da minha vida.
As novas raízes que brotarão por gosto.
Alcançar o coração desta nova gente, sem ter que mostrar o meu passado.
Sei que foi bom, mas quanto mais esperavam de mim, mais me sentia preso.
Quebrei as correntes que me ligavam a tudo mais. Hoje sou homem, e não a criança que outrora louvava ao povo por ser meu. Serei o suficiente para esta nova gente? Este novo reino à primeira vista parece-me sombrio mas cauteloso. Terei que trabalhar a alma do povo e reinar como nunca antes.
Sim! Serei bom para este povo. Sempre o fui, e agora serei melhor ainda.
Mas esta ansiedade que sinto, não é a mesma adrenalina que nutria, que vinha de dentro quando nos preparava-mos para a batalha. Ou simplesmente, pegar num cavalo e correr o mais rapido possivel com ele e alcançar o fim do mundo.
Esta ansiedade mata-me! Desejo e invejo. Desejo partir pescoços, romper lagrimas da alma mais dócil.
Quebrar cervicais e revirar os femures para dois sentidos opostos.
Invejo aquilo que quero ter e não tenho forma de a conseguir!
Amo o meu novo povo, espero que ele me ame também. Serão eles quem me vão servir, para um Reino melhor!
Será o Reino que causará inveja aos deuses. Serei melhor que eles, e com a minha humildade e honestidade, venceremos cada nação; manteremos as tradições e modificaremos as suas crenças!
Serei grande em muitas terras...terei prazer em dizer que...
Eu venci o que ninguém venceu!
ahahahahahahahahaahah
Espero ver as pessoas que deixei, em breve.... aqui.... comigo.
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O 2º em Comando na batalha, corre com todas as suas forças para a sala do trono do Rei.
Armadura ensanguentada, espada rachada na sua bainha. Barba de 5 semanas por fazer, e pelo cheiro a sangue quente, teria deixado o cavalo próximo da entrada da sala do Rei.
Dirige-se ao Rei com reverência, prostrando-se no chão, e fitando o canto do azulejo mais próximo do seu joelho, afirma:
-Meu Rei! Permissão para falar..
O Rei, levantando-se da sua poltrona com ar indignado, ajusta os dedos da mão direita em sinal afirmativo ao pedido deste comandante. Disse o Rei:
-Fala, o que trazes para mim? - Falando como se tratasse de algo sem importância.
-Meu Rei... O nosso Príncipe... - Tentando recuperar o fôlego, entre lágrimas e respiração ofegante.
-Que tem o meu filho? - abrindo os olhos, regulando-os em direcção à janela mais larga da sala, situada no seu lado esquerdo- Fala!
-O nosso Príncipe, meu Rei, terá caído no vazio durante a batalha... - dizia o 2º comandante, jorrando lágrimas sem cessar.
Sem mais por dizer, o Rei mandou o 2º comandante retirar-se, dirigindo-se para câmara da sua Rainha.
O Rei anunciou à sua rainha, o que haveria acontecido.
Esta por sua vez, com toda a calma e serenidade que uma Rainha consegue ter, sem desviar os olhos do rei dos seus, lhe disse:
-Fomos separados da nossa cria.
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Tu morreste na batalha de São Corpeiro.
A tua necessidade de governar algo maior do que pudias, era imensa e incontrolável.
Disseste-me que irias me contar como seria.
Tu prometeste que me contavas como era o outro lado.
Vi que falaste palavras sem fundamento.
Já antes da batalha ansiavas por essa oportunidade.
E pelos vistos, os deuses te a concederam.
Espero que no outro lado, encontres o que sonhas por ter.
Enquanto, neste lado, Sofremos e choramos pela tua ausência.
Agora, neste quarto frio e escuro, sei que não será por falta de aviso, que terei uma noite por dormir...
No meio de tanta ovação pela serenidade que se avizinha, não cesso de olhar para uma pequena sombra que se acomoda ao cortinado estendido ao lado da minha janela.
Certifico-me que é fruto da minha imaginação, ou simplesmente, deixarei repousar o meu corpo e esperar que desapareça?
A Sombra mexeu-se! Relato isto como os fantásticos comentadores dos jogos de corrida de cavalos! Os meu poros começaram a verter suor frio e seco! Estou imóvel na minha cama, enquanto as minhas mãos agarram esta folha e escrevem com uma simples caneta de pena comprada na esquina da praça.
........Silêncio venceu.
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Um murmúrio meu voou da minha boca, orientado da janela para os ouvidos da minha amada:
-"Não é assim tão mau..."- disse com voz calma e rouca.
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Um arrepio me assombrou. Deixei de escrever.
------------------------------------------The End--------------------------------------
av7x rulzzzzzzzzzz!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Entre estradas.
Sei o que é, estar no meio do nada... Com muitas saídas ao mesmo tempo, e nenhuma fechada.
Escaqueiradas sem vergonha, prontas para serem tomadas. Com destinos que ninguém sonha, e ainda com surpresas agarradas.
A luta constante no dia-a-dia, de batalhas interiores. Sem elas não sei o que fazia, nasci para as travar sem dores.
Ao que parece, somos todos assim. Mas até certo ponto, só, enfim.
Nem sei o que estou a fazer, parece horrendo. No entanto continuo com a vontade de escrever, eu não entendo.
Sinto-me perdido, sem orientação. Apenas com um caminho a tomar, agora só falta coração.
Sinto-me no meio de um cruzamento. Cheio de ruas e ruelas, onde só há um sentimento, e não é por culpa delas.
São ideias infinitas, onde só há uma a ser escolhida. Existe apenas uma barreira, e foi nessa mesmo, que foi construída.
No meio de estradas, com uma por tomar. Só com uma barreira, e é essa mesmo que vou ter que Quebrar.
Sou um sortudo, com sorte de cão...
Tenho um desejo, e tenho.
Tenho direitos, e não mos dão.
Tenho o que quero, e não o que mereço.
Juventude, juventude... Abraça-me.
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